Porto Velho/RO, 31 Agosto 2021 16:25:13

SolanoFerreira

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Publicado: 22/07/2021 às 08h47min | Atualizado 22/07/2021 às 08h48min

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O veto ao fundo eleitoral é necessário como resposta ao povo brasileiro

Não será nada fácil para o presidente Jair Bolsonaro sustentar o veto que prometeu e precisa fazer na Lei de Diretrizes Orçamentárias..

Não será nada fácil para o presidente Jair Bolsonaro sustentar o veto que prometeu e precisa fazer na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões. A resistência é grande e o governo terá um custo para evitar que os congressistas derrubem o veto. O valor dessa conta não é sabido, mas quanto ao exorbitante fundo eleitoral, especialistas calculam que o dinheiro daria para fatiar R$ 250 mil reais para cada candidato que disputará as eleições de 2022, nos 26 estados e no distrito Federal. O valor é maior do que o destinado para obras de infraestrutura básica e de outros setores essenciais.

O presidente chegou a dizer que aceita até o limite de R$ 3 bilhões, o que já é um valor bem alto para bancar campanhas políticas. O alto valor do fundo eleitoral virou solução para os partidos que pretendem aumentar suas bancadas na Câmara Federal e garantir suas gordas fatias dos recursos. De outro lado, o fundo eleitoral virou problema para o governo que está com o Orçamento no limite e precisa fazer ajustes para equilibrar as contas públicas. O fundo eleitoral pode e deve existir, mas dentro de um limite tolerável e moralmente aceito.

Mesmo se for legal, o valor do fundo eleitoral torna-se imoral pelo momento vivido pelo País, que tem muitas outras prioridades como o combate à fome e a miséria. O Brasil também tem que recuperar a economia para garantir a geração de empregos e o fortalecimento de setores fundamentais como o agronegócio, a agricultura familiar e milhares de micros e pequenas empresas sufocadas pela crise econômica gerada pela pandemia do novo coronavirus. A prova disso é que em dez dias de funcionamento, a nova fase do Programa Nacional de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Pronampe) emprestou 40% dos recursos, conforme informou o Ministério da Economia. Dos R$ 25 bilhões disponíveis no Pronampe, R$ 10 bilhões haviam sido contratados até o fim da semana passada por cerca de 130 mil empresas.

Enfim, sobrou para o governo resolver um problema que não gerou. Se vetar o exorbitante fundo eleitoral fará o que é devido e justo nesse momento. No entanto, terá árduo desgaste com os interessados nesse atrativo montante. 


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sobre Solano Ferreira

Editor-Chefe do Diário da Amazônia. Comunicador Social e Marketing/ Mestre em Geografia. Atua na Gestão Estratégica e Gerenciamento de Crise.

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