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Política

Obras da ponte do Abunã, entre Rondônia e Acre, podem parar

A previsão de término era agosto de 2019, porém do orçamento previsto, apenas R$ 12 milhões foram liberados pelo Governo Federal

Por Etiene Gonçalves DIÁRIO DA AMAZÔNIA
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Publicado: 17/05/2019 às 10h40min | Atualizado 17/05/2019 às 10h41min

Com as obras iniciadas em setembro de 2016, após a demora de um ano na liberação orçamentária para a construção da ponte do Abunã, no Rio Madeira, entre Rondônia e Acre, os serviços podem parar. A  previsão de término era agosto de 2019, porém do orçamento previsto, apenas R$ 12 milhões foram liberados pelo Governo Federal e o restante foi bloqueado.

Vista da ponte sobre o rio Madeira; governador Gladson Cameli está empenhado para que obras seja concluídas logo (Foto: Odair Leal/Secom)

De acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), até o momento já foram concluídos 94% da obra. Para o restante, ainda falta a construção do vão central e ainda as duas cabeceiras. Nestes dois locais os trabalhadores estão concentrando os serviços, mas com ritmo de trabalho reduzido.

Balsa que faz a travessia de carros e caminhões deve ser desativada em breve, com o término das obras da ponte sobre o rio Madeira (Foto: Odair Leal/Secom)

“Precisa de R$ 20 milhões para acabar as obras e só temos R$ 8,5 milhões. O pessoal já apresentou projeto dos encabeçamentos e está em discussão em Brasília. Estamos avançando, se tiver recursos, a gente pretende terminar ainda neste ano”, disse o superintendente regional substituto do Dnit/RO, engenheiro Cláudio André Neves.

Ao ser questionado sobre a mudança da data da entrega, Neves foi enfático. “A vigência contratual é até agosto, mas se não houver recursos não temos como cobrar a empresa para terminar até agosto”.

A vigência contratual é até agosto, mas se não houver recursos não temos como cobrar a empresa para terminar até agosto.

GOVERNO DO ACRE BUSCA SOLUÇÃO

O governo acreano já iniciou as tratativas em busca de solução. O chefe do Executivo Estadual Gladson Camelli (PSDB) levou o impasse ao presidente da República Jair Bolsonaro no encontro de governadores que tratou do endividamento dos estados.

“Ele tem pressionado o Governo, a bancada, em reuniões na sede do Dnit, com ministros, para que realmente tomem alguma decisão o mais rápido possível e a gente inicie termine esse acesso [ponte] rápido”, informou e cobrou Thiago Caetano, secretário de Estado de Infraestrutura do Acre.

(…) para que realmente tomem alguma decisão o mais rápido possível e a gente inicie termine esse acesso [ponte] rápido.

SOLUÇÃO ESPERADA

Para o Acre, que depende da BR-364 para receber e escoar a produção, o empreendimento vai tirar o estado do isolamento  desde que se tornou independente  da Bolívia, no século XX.

Caminhão é embarcado em balsa, na travessia do rio Madeira, de uma margem a outra da BR-364; com a ponte sendo concluída (ao fundo), a dificuldade de locomoção, de uma ponta a outra do rio, vai acabar (Foto: Odair Leal/Secom)



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