Porto Velho/RO, 29 Setembro 2021 10:08:52

CarlosSperança

coluna

Publicado: 29/09/2021 às 10h07min | Atualizado 29/09/2021 às 10h08min

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Os Lulistas sequer iniciaram entendimentos como o PC do B, PSOL, PSTU, etc

O real vale mais O presidente Jair Bolsonaro foi criticado em seu pronunciamento na ONU por esconder os problemas do Brasil, apresentando-o..

O real vale mais

O presidente Jair Bolsonaro foi criticado em seu pronunciamento na ONU por esconder os problemas do Brasil, apresentando-o como um país em que tudo está resolvido, mas foi correto ao convidar os chefes de Estado a nos visitar, no espírito do recente tour do vice-presidente Hamilton Mourão com diplomatas pela Amazônia. Em um pronunciamento de doze minutos, aliás, não seria possível explicitar as amplas possibilidades da bioeconomia, mas é inevitável supor que ela pode ser o fator de união nacional para as soluções necessárias.

Na política, o Centrão só apoia pautas em que leva vantagem e calham com pesquisas de opinião. O turismo tem plenas condições de se tornar consenso nacional, evitando a polarização e o negacionismo com proposições saudáveis. Nesse sentido, é preciso salientar a excelência do encerramento da segunda edição do Conecta Sebrae Agrolab Amazônia, destacando o Fórum de Turismo, promovido pela Fecomércio de Rondônia, integrada ao Conselho Empresarial de Turismo (Conetur).

Só o rol de atrações que ornaram a promoção bastaria para garantir o sucesso do Fórum. A variedade do artesanato, focos em destinos, maravilhas que encantam quem visualizar as imagens acenderão o desejo de conhecer a diversidade de visitação que a Amazônia dispõe. Sem fugir dos problemas que exigem soluções, há muita positividade a entregar.

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A liderança

A suposta liderança nas primeiras pesquisas presidenciais atribuídas ao ex-presidente Luís Inácio Lula  Silva não está refletindo numa esperada explosão de crescimento do PT nas eleições em Rondônia no ano que vem. Assim como já está se descartando uma nova onda bolsonarista para eleger até postes as cadeiras em Assembleias Legislativas e a Câmara dos Deputados, também não se vê indícios que haja uma onda vermelha do Lulalá. O descrédito a classe política só tem aumentado e nem uma terceira via confiável surgiu ainda como opção ao povo brasileiro.

Opções petistas

Com o deputado estadual Lazinho da Fetrago a caminho do PSB e a saída do ex-prefeito de Porto Velho Roberto Sobrinho, só restaram como opções para lançar ao governo do estado aos petistas a ex-senadora Fatima Cleide, o dirigente Ramon Cujui, o ex-deputado federal Anselmo de Jesus. Como os petistas só pensam no próprio umbigo em termos de alianças, dificilmente o PT vai liderar uma frente de esquerda. Os Lulistas sequer iniciaram entendimentos com o PC do B, PSOL, PSTU, etc. Com isto terá que se contentar com chapa puro sangue e aí não tem onda vermelha que aguente.

Lances de enxadrista

O coronel Marcos Rocha (PSL) tem assacado alguns lances bem-sucedidos de enxadrista para a corrida sucessória estadual para neutralizar concorrentes. De um lado, promoveu a cooptação de Cristiane Lopes para sua tropa, como opção para fazer frente a possível candidatura de vice de Ieda Chaves na chapa ao governo de Marcos Rogério, de outro lado voltou ao PSL já com a promessa de ficar no comando no novo partido que surgir com a fusão com os Democratas. Dois bons lances da articulação palaciana. Rocha foi de ingênuo a raposa ligeirinho…

A representatividade

Já se sabe que para a definição da representação do novo partido resultante da fusão do PSL e os Democratas, o primeiro critério será a representatividade dos partidos. Em Rondônia, o PSL tem governador, neste caso um a zero para Rocha sobre os Democratas de Marcos Rogério que tem um senador, cargo sabidamente inferior ao de govenador. O PSL ainda tem deputado federal, os Democratas não têm. Dois a zero no critério de representatividade favor do governador Marcos Rocha ficar com o controle da nova agremiação em Rondônia. Por conseguinte, os Democratas têm dois caminhos: apoiar Marcos Rocha ou pular de banda para outra legenda da base bolsonarista para projetar candidatura própria.

O punhal da traição

Tão utilizado, o punhal da traição na política vai de Rondônia a São Paulo. Em Porto Velho, a ex-vereadora Cristiane Lopes, como uma Dalila política é acusada de atraiçoar Ivo e Jaqueline Cassol (PP), e num mesmo ano, desferir uma facada nas costas de Leo Moraes (Podemos). Em São Paulo, João Dória que foi eleito com votos de Bolsonaro, renegou o criador, como já tinha feito com Geraldo Alckmin que o lançou na política. Pelo menos no caso de Alckmin foi um tiro no pé de Dória, pois o ex-governador já lidera as intenções de votos em São Paulo e vai causar sérios estragos a candidatura de Dória a presidente,

 

Via Direta

*** Muitos políticos com mandato ainda estão indecisos sobre o que vão disputar m Rondônia no ano que vem*** A lista abre com o vice-governador Zé Jordan considerado descartado no projeto de reeleição do governador Marcos Rocha *** A nominata segue com o deputado federal Leo Moraes que hesita entre a peleja ao governo do estado ou ao Senado*** A deputada federal Jaqueline Cassol também está definindo seu projeto mas não confirma ainda a disputa ao Senado ou a reeleição *** Muitas obras enroladas em Rondônia e outras chutadas para o ano que vem. O Centro de Eventos, na Lauro Sodré, em Porto Velho, foi mais uma promessa não cumprida*** A construção do Hospital Heuro ainda não saiu do papel *** E a nova Rodoviária não tem ainda nem local, tampouco projeto técnico definido.


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sobre Carlos Sperança

Um dos maiores colunistas político do Estado de Rondônia. Foi presidente do Sinjor. Foi assessor de comunicação do governador José Bianco entre outros. Mantém uma coluna diária no jornal Diário da Amazônia.

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