Porto Velho/RO, 17 Abril 2020 09:48:26

CarlosSperança

coluna

Publicado: 17/04/2020 às 09h48min

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Os negócios do Brasil não permitirão lucros tão indecentes

Negócio do Brasil Com a gravíssima crise que já crescia no mundo até ser potencializada pela Covid-19, a Amazônia perdeu a primeira..

Negócio do Brasil

Com a gravíssima crise que já crescia no mundo até ser potencializada pela Covid-19, a Amazônia perdeu a primeira posição no ranking dos grandes medos mundiais. Isso permitirá fôlego para reorganizar os rankings e fazer a região voltar ao topo das grandes soluções, sua posição merecida.

O “negócio da China”, lucro superior a 6.000% obtido com a venda das especiarias orientais (sedas, temperos, ervas, óleos e perfumes), faz a burguesia europeia ultrapassar a Idade Média muito fortalecida. Agora chegou a hora dos “negócios do Brasil”, para que os povos da floresta se fortaleçam. 

Os negócios do Brasil não permitirão lucros tão indecentes, mas bastarão os decentes para tirar o país da idade das trevas do desprezo à biodiversidade e da prevaricação que incentiva a destruição. A nova realidade, em que a floresta não causará mais medo com sua destruição e piora do clima, trazendo a confiança em um futuro limpo e sadio, virá de negócios sustentáveis.

Há pouco, a mineradora SAM Group adquiriu parte da Ô Amazon Air Water, que extrai água da umidade do ar amazônico e a vende aos ricos europeus. Negócio que pode sem exagero ser adjetivado como fantástico, permitirá usar tecnologia atualíssima para o extrativismo a seco. Sem dano ambiental e com o máximo aproveitamento do material extraído, a era dos negócios do Brasil vai despontando com força e confiança em meio ao caos.

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Apêndice do governo

Nos tempos do território e até nos primeiros anos de estado, os prefeitos de Porto Velho – tantos os nomeados e eleitos – eram tratados na ponta da bota, a pão de água  como se fossem meros vassalos dos governadores. Significavam pouco mais do que inspetores de quarteirão. Mas os prefeitos alinhados, como Sebastião Valadares até recebiam bom tratamento do seu governador de plantão (Teixeirão), mas Tomás Correia e José Guedes sofreram na unha de Jerônimo Santana e Oswaldo Piana, respectivamente.

A desconfiança

Com o tempo passando e os prefeitos da  capital se elegendo com boas votações a coisa piorou para os prefeitos porque havia a desconfiança  de que os alcaides se tornariam predadores dos governadores. Por isso tanta brigarada entre eles. Ivo Cassol desdenhou Carlinhos Camurça e o petista Roberto Sobrinho. Mas também tivemos casos dos governadores optando ajudar alcaides de partidos adversários, como Jerônimo Santana e Valdir Raupp que tiveram boa convivência e parcerias com Chiquilito Erse.

Oposição suja

Muitas vezes a oposição, a direita ou esquerda, se comportava de forma suja e vil nas pelejas travadas. Quem não lembra que tentaram botar na conta do governador Jorge Teixeira o assassinato do mártir dos sem-teto, Agenor Carvalho?  Quanto mais forte o governador, mais maldades. Para Ivo Cassol a oposição chegou a espalhar que seria mandante do crime do sertanista Apoena Meirelles, coisa desmentida rapidamente pelos fatos. No âmbito de Porto Velho, quem não recorda de uma missa negra, com animais sacrificados na entrada da prefeitura para infernizar o prefeito Roberto Sobrinho? O jogo era bruto!

Civilizados 

Com um passado de tanta sujeirada nas relações políticas  que, também contavam com pesquisas fajutas sempre em benefício de quem estava no poder – se vê mudanças neste comportamento atualmente com o atual governador Marcos Rocha (Patriotas) e o atual prefeito Hildon Chaves (PSDB) mantendo relações cordiais e civilizadas, como também já ocorria com o ex-governador Confúcio Moura, que também pulava cirandinha com o então prefeito Mauro Nazif.

Não mudam

Mas numa coisa os governadores de Rondônia e os prefeitos da capital não mudam. Quando se trata da performance da saúde local um joga culpa no outro, não se unem para resolver e tampouco assumem responsabilidades. Também no tocante a construção da rodoviária, através dos tempos governadores e prefeitos fazem o mesmo jogo. Quem dirá de água e esgoto que o governador Cassol e o prefeito  Sobrinho prometeram atender 100 por cento da população a quase uma década e até hoje a coisa não anda. Coisa de louco! 

Via Direta

*** Mesmo com a pandemia do coronavirus, os supermercados seguem bem movimentados na capital, inclusive a nova unidade do Grupo Gonçalves na Zona Leste*** Também o desempenho das casas de materiais de construção, além da Barbosa de materiais elétricos continuam bombando, enquanto alguns  restaurantes fecharam ou padecem com prejuízos de até 80 por cento*** Alguns segmentos econômicos, como o ramo hoteleiro afundaram de vez. “Puteiros” de periferia, boates de tolerância e até  a prostituição de rua sofrem as consequências do isolamento social em Porto Velho. Nem tudo será aberto pelo novo decreto*** Trocando de saco para mala: a armação ilimitada para arrasar o vereador Mauricio Carvalho caiu por terra. O vídeo da festa que ele protagonizou não foi em tempos de coronavirus. Aconteceu há três anos atrás*** É prego batido, ponta virada como dizia o Paulão Queiroz . 


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sobre Carlos Sperança

Um dos maiores colunistas político do Estado de Rondônia. Foi presidente do Sinjor. Foi assessor de comunicação do governador José Bianco entre outros. Mantém uma coluna diária no jornal Diário da Amazônia.

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