porto velho - ro, 11 Outubro 2018 02:54:30

Leandro Mazzini

coluna

Publicado: 23/09/2018 às 16h48min | Atualizado 24/09/2018 às 15h52min

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Otimistas, parlamentares petistas apostam na vitória de Haddad

Afinidades ideológicas É o grão tucano Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da República, quem puxa um discreto movimento interno..

Afinidades ideológicas

É o grão tucano Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da República, quem puxa um discreto movimento interno para o PSDB fechar com o PT de Fernando Haddad – caso haja segundo turno e este passe à etapa eleitoral. João Dória Jr, que disputa o governo de São Paulo com chances e novo expoente do partido, e Geraldo Alckmin – que acredita ir para o 2º turno – são contra, assim como suas claques. O movimento por ora não passa de ideologia. A social democracia base das duas legendas nunca se afinou no Congresso Nacional, e por causa da disputa presidencial dos últimos anos. Mas nas hostes do tucanato, há quem aposte que o projeto de FHC pode dar certo.

Justificativa

FHC lembra a amigos que foi ele, em seu governo, que criou o Bolsa Gás e o Bolsa Escola, programas sociais que se fundiram no Bolsa Família de Lula da Silva.

Na moita

Trackings de grandes empresas e alguns partidos do Rio apontam que Jair Bolsonaro (PSL) tem praticamente 50% dos votos do Estado do Rio para a Presidência. A conferir.

Incômodo

Os ministros do STJ estão incomodados com o forte cheiro de urina nas sessões da Quinta Turma. Seria a incontinência urinária de um dos seus famosos togados. Saúde!

DEM dividido

O DEM – em especial seus caciques, que estão no Rio de Janeiro, Rodrigo Maia, nacional , e Eduardo Paes, local – está numa ‘rachado’. Não pode tomar partido. Paes, que lidera as pesquisas, é lulista e fechado com o PT local, e Maia tende a liberar a bancada federal e estadual para apoiar Bolsonaro num eventual segundo turno.

Detalhe

O Estado do Rio de Janeiro é o segundo maior colégio eleitoral do País, com mais de 14 milhões de eleitores, e pode ser o fiel da balança na disputa presidencial. Mas presidenciáveis não têm dado a devida atenção ao Estado.

Dilma bombada

Deposta da Presidência há dois anos, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) irá gastar 11 vezes mais que o concorrente e segundo lugar na corrida ao Senado por Minas, o jornalista Carlos Viana (PHS). A petista recebeu mais de R$ 4 milhões do Fundo de Financiamento de Campanha, destinado pela cúpula do PT – ela ainda tem prestígio.

Miúdo, mas forte

Já o conhecido radialista Viana recebeu R$ 300 mil do PHS e o restante é proveniente de doações de pessoas físicas. A recente pesquisa Datafolha para o Senado em Minas Gerais mostra Dilma com 29% das intenções de voto e Viana, com 14%.

Confiança demais

A ala otimista de parlamentares petistas aposta na vitória de Fernando Haddad já, acredite,  no 1º turno da disputa, a despeito das pesquisas mostrarem números bem distantes. Haddad é tão confiante no avanço que já discute programa de ministérios e potenciais ministros. Copia Bolsonaro, que já elencou parte dos seus.

Governabilidade

Aliás, embora em baixa nas ruas – vejam nas redes sociais vídeos dos petistas candidatos em algumas capitais sem plateia – o PT espera formar maioria na Câmara e Senado. E contar com partidos aliados para derrubar a reforma Trabalhista.

Desconfiança fica

Deputados desconfiam da segurança das urnas eletrônicas e propõem leis com normas para fiscalizar e reintroduzir o impresso. Uma das propostas (PL 8080/14), da deputada Janete Capiberibe (PSB-AP), foi aprovada por unanimidade na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática. Propõe pelo menos dois registros impressos – um para o arquivo da urna, e outro para o eleitor. O TSE garante a lisura do aparelho.

Herança Temer

Sondagens do PSDB constaram que colou em Alckmin a imagem de aliado do Governo Temer – o partido chegou a ter 5 ministérios, mesmo com o presidenciável contrariado. Mas nada fez, como presidente da legenda. Adversários espalham que Alckmin avalizou as reformas polêmicas.


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