Porto Velho/RO, 15 Setembro 2020 09:31:19

SolanoFerreira

coluna

Publicado: 15/09/2020 às 09h30min

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Pandemia ensina ao brasileiro não se desesperar com dívidas

O reflexo da volta ao novo normal começa a surgir, mas ainda tem números que precisam ser melhor avaliados para compreender o sentido do..

O reflexo da volta ao novo normal começa a surgir, mas ainda tem números que precisam ser melhor avaliados para compreender o sentido do crescimento. De acordo com pesquisas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), com base em julho último, as vendas de varejo cresceram 5,2% e índice de serviço elevou 2,6%. Isso indica melhora, mas ainda deixa a desejar quando se compara às perdas acumuladas. Significa que os negócios voltaram a crescer, porem os índices ainda não indicam recuperação das perdas sofridas. Pelo menos o indicar já positivo e eleva a estima dos investidores. 

O que ainda preocupa o mercado é que o índice de endividamento continua alto e as perspectivas de recuperar o dinheiro parado em carteiras vai depender de benefícios. O consumidor para se interessar pelas renegociações espera ofertas tentadoras como corte de juros, multas e descontos vantajosos. Isso aparece na Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) que demonstrou que 51,2% dos respondentes não chegou a negociar nenhum pagamento de suas despesas. Além da prioridade ter sido alimentação e saúde, o endividado sentiu que pode esperar mais até que haja melhores vantagens.

A pandemia ditou muitas mudanças no mundo de negócios e o relacionamento com acertos de contas pendentes também entrou na tendência. As empresas precisam avaliar o quanto antes o que é mais vantagem: receber logo ao custo enxuto e recapitalizar os caixas, ou esperar para ver no que dá, deixando as contas penduradas sem cortes e benefícios ao devedor. Aqui vai o conselho do proverbio popular que diz, melhor um pássaro na mão do que dois voando.

O varejo de bens e serviços tem aprendido com a tendência de que as vendas a prazo precisam de novas garantias. O tradicional carnê da loja tem que migrar para o cartão de crédito ou outra forma mais segura para evitar futuras incomodações sendo que o mercado estará oscilante por um bom tempo. A pandemia ensinou ao brasileiro a não se desesperar com dividas, voltando ao ditado popular: devo não nego, pago quando puder. 


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sobre Solano Ferreira

Editor-Chefe do Diário da Amazônia. Comunicador Social e Marketing/ Mestre em Geografia. Atua na Gestão Estratégica e Gerenciamento de Crise.

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