Porto Velho/RO, 17 Abril 2020 09:43:38

SolanoFerreira

coluna

Publicado: 17/04/2020 às 09h43min

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Pandemia trouxe ensinos importantes para a educação adormecida

A pandemia do coronavirus trouxe alguns hábitos que podem mudar as práticas sociais, como por exemplo, o hábito de higienizar as mãos,..

A pandemia do coronavirus trouxe alguns hábitos que podem mudar as práticas sociais, como por exemplo, o hábito de higienizar as mãos, os cuidados com os contatos físicos, a reaproximação familiar que estava rompida pelo distanciamento social gerado pelas medidas sociais e pela agitada rotina de trabalho. Trouxe também a reaproximação das pessoas com o ensino à distância, uma novidade que já existe no mundo deste o século 18, quando começaram os cursos via correspondências.

No Brasil, a exemplo, quantos cursos eram oferecidos em apostilas enviadas pelos Correios. Quantos profissionais desserviços foram capacitados assim, estudando sozinhos pelos módulos recebidos em casa. O certo é que a Educação a Distância (EAD) é uma modalidade de ensino bastante antig. Consiste na forma de ensino que ocorre quando o aluno e professor se encontram separados no tempo ou no espaço. Esses fatores podem ser decisivos para o sucesso ou o fracasso, dependendo do método e do modelo utilizado.

No nosso tempo, os registros mais antigos de EAD para a formação superior são: África do Sul e Canadá, em 1946; Japão, em 1951; Bélgica, em 1959; Índia, em 1962; França, em 1963, Espanha, em 1968; Inglaterra, em 1969; Venezuela e Costa Rica, em 1977.

Com o avanço tecnológico tudo ficou mais fácil e pode ser melhor aproveitado. Se mantido como modelo educacional em nosso país, o EAD poderá acabar com a superlotação das escolas, diminuir os custos operacionais do ensino, facilitar os processos de ensino e aprendizagem, criar novas relações familiares, afastar os adolescentes e jovens das más companhias e ditar um aceleramento para a formação.

O único cuidado é evitar as fabricas de diplomas sem critérios. Por isso é importante ampliar essa discussão vir à tona para que possa amadurecer os sistemas e criar mecanismos que possam dar mais oportunidades aos brasileiros longes dos centros de ensino, e para facilitar os acessos a quem tem rotina que possa se ajustar aliando trabalho e estudo. Vale a pena investir nesse modelo.


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sobre Solano Ferreira

Editor-Chefe do Diário da Amazônia. Comunicador Social e Marketing/ Mestre em Geografia. Atua na Gestão Estratégica e Gerenciamento de Crise.

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