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    Diário da Amazônia

    Parte dos trilhos para passeios de litorina já está liberada

    Geográfica e economicamente possível, a malha férrea interligando à antiga Estação Central à Igreja da Candelária será um dos..

    Por Assessoria
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    Publicado: 03/04/2019 às 11h58min | Atualizado 03/04/2019 às 12h30min

    Geográfica e economicamente possível, a malha férrea interligando à antiga Estação Central à Igreja da Candelária será um dos novos marcos a serem conquistados pela Associação dos Ferroviários da Estrada de Ferro Madeira Mamoré (ASFEMAM) com apoio buscado com o Governo Federal ao menos duas décadas.

    Reprodução: Divulgação

    A medida, tantas vezes projetada por governos passados, agora poderá virar realidade advindas em negociações sustentáveis mantidas entre a entidade e engenheiros do Departamento Nacional de Infra-Estrutura Terrestre (DNIT), tanto em Porto Velho quanto em Brasília.

    Pioneira nas rodadas de negociações com os ministérios envolvidos no Programa Nacional de Revitalização de Ferrovias do Brasil, entre os quais, dos Transportes (governos Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma Rousselff), a ASFEMAM, “só agora, pode se dá ao luxo de ter sido escutada, devidamente, pelo Governo Jair Bolsonaro”.

    Por conta dessas atuações – internas e externas -, além da obtenção do apoio irrestrito, a nível local em datas comemorativas e da organização das demandas voltadas aos Ministérios, em Brasília, “é que ressaltamos o apoio irrestrito da Federação do Comércio (FECOMÉRCIO), do MPF, MPE, entidades de classe e de parte do poder público e político”, José Bispo, 86, líder dos ferroviários.

    Foi no sábado (30.03), que uma caravana puxada pela Diretiva dos Ferroviários, entre os quais, apoiadores e amigos da Madeira Mamoré percorreu parte do trecho ainda a ser liberado. O reconhecimento foi feito por meio da Litorina (espécie de vagão que tem motor) da Candelária ao antigo Casarão, ora em processo de futura cessão de uso.

    Irmanaram-se ainda no passeio de pouco mais de 700 metros entre trilhos e dormentes recuperados, na área do Consórcio Santo Antônio Energia (CSA-E), responsável única pela construção dos taludes na orla de acesso ao Complexo Ferroviário, antigos ferroviários, turistas e visitantes.

    O passeio-inspeção de caráter colaborativo, na opinião do Vice-Presidente da ASFEMAM, GeorgeTelles (Carioca), “serviu para mostrar a importância do transporte ferroviário de passageiros (turistas e visitantes) para o desenvolvimento da economia municipal”. Além da possibilidade da reabertura do trecho entre a estação Central à Igreja da Candelária.

    De acordo com os membros da Diretiva dos ferroviários, graças a entendimentos com a Santa Antônio Energia e IPHANl, foi possível nessa terça-feira (02.03), a liberação de mais varas (trilhos) que serão reinstalados à malha férrea da Igreja da Candelária ao entorno do antigo Casarão, onde abrigavam-se os comandos e entrepostos da administração.

    É intenção dos ferroviários, após a emissão de um laudo técnico por parte do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional), dentro do projeto de revitalização do Complexo Ferroviário, fazer a Litorina circular cerca de 2,3 quilômetros cujo trecho vai da Estação Central à Candelária.

    Sobre o assunto, Carioca afirma que, “não se trata de uma possibilidade remota vez que o DNIT, em Brasília, já concluiu os estudos de viabilidade cuja medida autorizativa só depende, agora, do Presidente Jair Bolsonaro que, em breve, pode destinar engenheiros do DNIT a Porto Velho à conclusão dos protocolos já discutidos, a nível local”.

    O trajeto de cerca de sete quilômetros da antiga Central dos Trens, passando pela Candelária ao antigo Casarão, trata-se de um sistema de transporte, na inicial de uma futura operação de passeios turísticos será feito por uma Litorina. Os passageiros desfrutarão de um vagão (a motor), a preços módicos, segurança e comodidade com a Litorina correndo sobre os trilhos (carris).

    Reprodução: Divulgação

    A futura liberação dessa parte do trecho, disse Carioca, “fará com que os olhos do mundo se voltem à nossa cidade” cuja história é integrada por mais de 57 nações. Além da predominante presença de barbadianos, a Ferrovia nos tirou do isolamento geográfico por sobre os trilhos, revelando aos construtores regiões produtivas da borracha levada às indústrias pneumáticas dos Estados Unidos e da Europa.

    – Com os sete quilômetros reativados pelo DNIT, certamente, turistas e visitantes sairão da concentração urbana e cairão de cabeça na busca de nossas belas paisagens, altamente inconfundíveis”, arrematou o Vice-Presidente da Associação dos Ferroviários, George Telles.



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