Porto Velho/RO, 31 Agosto 2021 13:30:12

CarlosSperança

coluna

Publicado: 13/08/2021 às 10h50min | Atualizado 13/08/2021 às 11h22min

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Partidos discutem uma candidatura de terceira via, diante da rejeição de Lula e Bolsonaro

Más impressões Com o governo em eterno clima de comício e a oposição pensando mais no próximo governo que em resolver os problemas..

Más impressões

Com o governo em eterno clima de comício e a oposição pensando mais no próximo governo que em resolver os problemas imediatos, o país está preso ao fantasma do livro “Brasil, País do Futuro”, de Stefan Zweig. O problema central, que se não for resolvido já vai trazer mais problemas graves ao país, é a péssima imagem no exterior, que desanima investidores, perturba clientes e espanta turistas.

A troca dos desastrados ministros das Relações Exteriores e do Meio Ambiente deixou de piorar a má imagem, mas uma nova ameaça aparece no horizonte: o previsível impacto dos documentos do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) que começam a ser revelados, com foco na Amazônia e forte cobrança ao governo.

Qualquer erro de gestão, comunicação ou diplomacia vai piorar a imagem já deprimente. Imobilismo do governo ou interesse da oposição em que o problema só seja resolvido em futuro governo continuam causando prejuízos em cascata que talvez se prolonguem ainda por muitos anos.

Credibilidade é difícil obter e fácil perder. Desde que as obras de Belo Monte ficaram irreversíveis, em 2010, a imagem do país só piora e nada de eficaz aconteceu em uma década de desgaste. A polarização “ideológica” e a eleição interminável tendem a custar muito mais caro que o famigerado  e já descartado voto impresso.

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A terceira via

Discute-se em todo o País, diante da insatisfação com a performance do atual presidente Jair Bolsonaro e a grande rejeição do seu adversário, o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, a criação de uma terceira via capaz de enfrentar com chances a polarização estabelecida no Brasil. Além do ex-ministro Ciro Gomes (PDT) já em campanha, propala-se nomes do quilate dos ex-ministros Sergio Moro (Justiça), Luís Henrique Mandetta (Saúde), do apresentador de televisão José Luiz Datena, dos tucanos João Dória (SP), Eduardo Leite (RGS), entre tantos outros nomes ventilados.

As cracolandias

Um grave problema que vem atormentando Porto Velho nos últimos anos são as cracolandias espalhadas por toda a cidade. Tanto o governo estadual como a prefeitura de Porto Velho ignoram a existência de um drama social que tem aumentado ano a ano. O tema também não é levado a sério pelos 21 vereadores da capital e pelos deputados estaduais e federais com base na cidade. Os políticos só enxergam o próprio umbigo enquanto os núcleos formados por noiados, bêbados e mendigos em tantos quadrantes da capital geram situações de insegurança chegando até causar o fechamento de uma agência bancaria nos arredores da rodoviária.

As explicações

Nem todos os oito deputados federais de Rondônia, que votaram a favor da PEC do voto impresso são bolsonaristas. A votação em bloco tem algumas explicações: Rondônia é um dos únicos estados bolsonaristas de raiz ao lado do Acre e Santa Catarina, estados que deram as maiores vitorias ao atual presidente. Então, alguns parlamentes temiam desgastes com suas bases.  Também existe o fato dos deputados de nosso estado proporcionar este agrado ao Palácio do Planalto para a liberação de recursos de emendas parlamentares importantes nos projetos de reeleição deles, no velho estilo toma-lá-da-cá.

Fogo com gasolina

Se vê que o secretário de estado da saúde Fernando Máximo gosta de apagar fogo com gasolina. Sua declaração dando conta que Rondônia está entre os piores estados em vacinação do covid por causa das prefeituras é para caçar encrencas ao invés de criar conciliações. Se algumas municipalidades não estão dando conta do recado, que a secretaria estadual ajude, que desenvolva programas locais. O jogo de empurra gera mais desgastes para o governo do estado e aos prefeitos rondonienses, muitos já  estão trabalhando até nos finais de semana, como Hildon Chaves em Porto Velho.

Ainda inibidos!

Depois que o atual governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite e possível candidato a presidência da República assumiu sua condição de homossexual acreditava-se que os políticos de Rondônia adeptos do segmento assumissem a identidade de gênero aproveitando o ensejo. No entanto, pelo fato do estado de Rondônia ser um dos três estados contando com maior contingente de eleitorado evangélico – ao lado do Rio de Janeiro e Espirito Santo – e, por conseguinte muito conservador, os políticos (as) gays não tiveram coragem de se assumir. Mas nos bastidores da política todo mundo sabe quem é quem…

Via Direta

*** A desaceleração da pandemia do Covid reduziu sensivelmente os trabalhos dos coveiros no Cemitério de Santo Antônio em Porto Velho*** É a vacinação na capital rondoniense já fazendo a diferença em termos de números de internações, intubações e óbitos pela doença *** Viajar pela BR 319, depois do trajeto asfaltado até Humaitá é enfrentar poeira e fumaceira até o talo. É o calorento verão amazônico, torcida brasileira*** As esferas de saúde de Porto Velho e do governo do estado não se entendem a respeito dos números divulgados sobre a vacinação em Rondônia *** A insegurança aumenta nos conjuntos habitacionais da capital *** O índice de roubos, arrombamentos, assaltos e a disputa pela venda de papelotes de drogas feita a balaços*** Aonde vamos parar com tanta violência?


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sobre Carlos Sperança

Um dos maiores colunistas político do Estado de Rondônia. Foi presidente do Sinjor. Foi assessor de comunicação do governador José Bianco entre outros. Mantém uma coluna diária no jornal Diário da Amazônia.

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