Porto Velho/RO, 03 Junho 2020 11:23:08
Polícia

PF faz operação para desarticular grupo ligado a exploração e comercialização de madeiras

Estão sendo cumpridos mandados judiciais nas cidades de Ariquemes/RO e Porto Velho/RO, nos distritos de Extrema/RO e Candeias do Jamari/RO.

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Publicado: 03/06/2020 às 11h22min | Atualizado 03/06/2020 às 11h23min

Foto: Divulgação PF

A Polícia Federal (PF), deflagrou, na manhã desta quarta-feira, 03, operação “Ninametsa”, visando dar cumprimento a 15 (quinze) mandados de busca e apreensão e 15 (quinze) mandados de bloqueio e sequestro de bens, todos expedidos pela 3ª Vara da Justiça Federal em Porto Velho/RO.

Trata-se de ação ostensiva realizada nesta data, visando a desarticulação da organização criminosa dedicada à extração e comercialização ilegal de madeira e transferências de créditos virtuais pelo sistema oficial do IBAMA, conhecido como SISDOF.

Estão sendo cumpridos mandados judiciais nas cidades de Ariquemes/RO e Porto Velho/RO, nos distritos de Extrema/RO e Candeias do Jamari/RO.

As investigações iniciaram a partir de denúncias e relatórios de fiscalização dos órgãos ambientais, além de informações obtidas e compartilhadas no âmbito de operações anteriores (Deforest 1 e 2), relatando a prática reiterada da extração ilegal de madeira de áreas de preservação na “Ponta do Abunã”, em especial da Terra Indígena Kaxararí.

A partir da notícia crime encaminhada à Polícia Federal, foi possível a identificação de pessoas físicas, madeireiros, “interpostas pessoas” e “toreiros”, bem como pessoas jurídicas (madeireiras), que criaram uma estrutura criminosa para a retirada ilegal de madeira, falsificação de créditos florestais e lavagem de dinheiro decorrente dessas infrações.

Durante as investigações da Operação Ninametsa constatou-se que os produtos florestais beneficiados por serrarias situadas no distrito de Extrema/RO vinham, em sua maioria, de áreas ambientalmente protegidas, localizadas na região da tríplice divisa dos estados de AM, AC e RO. Depois de beneficiadas, as madeiras extraídas ilegalmente eram comercializadas para o consumidor final, baseadas em DOF´s que continham informações falsas acerca de sua origem.

Os indiciados serão interrogados e responderão, na medida de sua participação, pelos crimes de organização criminosa, extração ilegal de madeira, falsidade ideológica, inserção de dados falsos e lavagem de capitais.

O nome da Operação Ninametsa tem origem na língua indígena karaxarí e significa “bosque/mata” em português. (A.I)



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