porto velho - ro, 18 Setembro 2019 14:41:34
    Cidades

    Polícia Federal desencadeia operação para apurar suspeitas

    A polícia federal e a controladoria-geral da união realizam nesta quinta-feira, a operação, para combater desvios de recursos.

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    Publicado: 08/08/2019 às 15h54min | Atualizado 18/09/2019 às 14h39min

    A polícia federal e a controladoria-geral da união (cgu) realizam nesta quinta-feira, a operação, para combater desvios de recursos na execução da obra de construção da nova sede da polícia rodoviária federal (prf), localizada na br-364, sentido acre.

    Segundo as investigações, já na primeira medição da obra, a empresa Qualitá projetos e consultoria Ltda., contratada pela prf/ro para ser a fiscal do trabalho, observou que os serviços executados correspondiam a r$ 70 mil.
    no entanto, o valor aprovado pela comissão da prf/ro para essa etapa da obra era de r$ 263 mil, quantia 300% superior.

    Em março de 2014, após não atender ao pedido do então superintendente da prf de ro para trocar o profissional que estaria “dificultando” a aprovação das medições, a empresa Qualitá teve seu contrato rescindido. Nenhuma outra empresa foi contratada para fazer a fiscalização. como consequência da condução irregular, a construção  foi parada.

    Ao todo, já foram pagos r$ 21,4 milhões no empreendimento que fica na br 364 na saída para o acre. Foi realizada então a contratação de outra empresa, a 3r construções Eireli-me, para fazer o levantamento do valor que falta ser executado para a conclusão, que é de r$ 15,1 milhões. Porém a empresa é a mesma que está sendo investigada suapeita de maquiar o asfalto da rodovia.

    Assim, levando em consideração o que já foi pago até o momento (r$ 21,4 milhões) com o que falta ser executado (r$ 15,1 milhões), o custo da obra passaria dos r$ 22 milhões orçados inicialmente para 36,5 milhões, ou seja, uma diferença de 14,5 milhões a mais em relação ao valor previsto. também há suspeitas de irregularidades na contratação da empresa 3r construções eireli-me. Conforme informações dá polícia federal, que fez a medição de aproximadamente dez itens da obra, foi detectado superfaturamento com prejuízo em torno de r$ 1,1 milhão em apenas uma amostra de itens.

    Pela manhã a polícia fez buscas na sede da prf no pinheiro machado. De acordo com informações, o superintendente, bruno Ferreira Malheiros foi afastado, por 30 dias da função, mas continua em exercício como prf. o afastamento dele não se deu por conta dos desvios apurados na primeira fase da obra e sim para averiguação de irregularidades na contratação de empresas recente para a segunda fase da obra que seria retomada.

    A operação é decorrente de trabalho investigativo realizado em parceria entre a controladoria-geral da união (cgu/ro), a polícia federal (pf/ro) e o ministério público federal (mpf/ro).

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