Porto Velho/RO, 05 Outubro 2021 11:29:59

LéoLadeia

coluna

Publicado: 05/10/2021 às 11h29min

A-A+

Política & Murupi

Se resolvermos testar o limite da estupidez humana fazendo a mesma coisa 99 vezes sem mudar nada na forma e avançarmos para a centésima..

Se resolvermos testar o limite da estupidez humana fazendo a mesma coisa 99 vezes sem mudar nada na forma e avançarmos para a centésima casa sem mudar nada, devo afianço que desenganadamente o resultado será o mesmo obtido nas outras 99 vezes. É uma insanidade continuar fazendo sempre a mesma coisa esperando resultados diferentes. Não há como ser diferente.

Desde que Bolsonaro assumiu o governo pelo voto popular há uma tentativa canhestra da “izquierda brazuka” de apear o presidente da cadeira do Palácio do Planalto e sempre com o mesmo discurso, com a mesma troça – o Bozo – e agora com as mesmas narrativas – a do genocídio e do autogolpe – que só fazem a cabeça dos poucos que a usam ou dos que preferem utilizar o boné dos seus líderes. Por vezes creio que estão querendo passar a minha afirmação a limpo. É o que depreendo pelo resultado da sexta tentativa desastrada de levar manifestantes contra o presidente Bolsonaro às ruas, do mesmo modo.

O “Fora Bolsonaro” deste sábado só não foi trágico porque não acertaram uma paulada no cocuruto do desastrado Ciro Gomes que sabedor dos ódios que lhe são destinados pelo lulopetismo, aventurou-se a participar do “aperreio democrático”. E foi por pouco. Claro que a grande mídia que reporta para os jornais da Europa e para o petit comité do eixo São Paulo e Rio badalam o trio, as faixas, as palavras de ordem e reforçam a piada de que os seis movimentos foram o brado de luta democrática do povo contra o déspota, o genocida, o bufão e corrupto presidente do Brasil, pintando uma tela diferente do que viu: algumas pessoas, um trio elétrico, faixas, bandeiras e a suprema vergonha: a ausência de povo.

A oposição procura uma agenda, mas falta o centrão e o vice Mourão. Já vimos isto noutros processos de impeachment sendo o mais instigante o do Collor de Melo que não soube medir o desgaste por distanciar-se do Congresso Nacional e caindo justamente por isso e também o da Dilma. O desempenho pífio do Bolsonaro nos institutos de pesquisas poderia ser determinante, mas por que a esquerda não consegue encaminhar o pedido com chance de sucesso? A CPI da Covid é a tentativa mais risível dessa busca aflita. E olha que o capitão é um alvo óbvio. É fácil enxergá-lo numa moto sem máscara receitando cloroquina, brigando com o STF e ao lado dos seus ministros tentando explicar porque a inflação está explodindo, o desemprego é alto, ou a razão para o preço da gasolina ou ainda em meio à pandemia lançando dúvidas sobre a vacina. Bolsonaro é assim. Ele conspira contra o seu próprio governo.

Para o jornalista Josias de Sousa, a hipótese de o impeachment avançar é quase inexistente por quatro razões: 1) falta base legislativa. A instabilidade política do governo é lucrativa para o centrão; 2) falta unidade social. A impopularidade de Bolsonaro bateu em 53%. Mas ainda assim ele é considerado um presidente bom ou ótimo por 22% dos eleitores; 3) falta articulação com o gabinete da vice-presidência. Quem clama pelo “Fora, Bolsonaro” ainda não se animou a gritar “Viva Mourão”; 4) falta sinceridade ao pedaço da oposição mais bem-posto nas sondagens eleitorais. A ideia não é derrubar mas polarizar e levar o Bolsonaro sangrando às urnas. Salvo os devotos do presidente, que aprovam a sua atuação, o brasileiro enxerga o governo de duas maneiras. Uma parte avalia que falta rumo à gestão Bolsonaro. Outra parte acha que ele tomou gosto pela crise e isso é viciante.

Uma coisa é certa. Bolsonaro foi eleito por 57,8 milhões de brasileiros que rejeitaram o lulopetismo e aprovaram o discurso anticorrupção. Estas duas crenças continuam a existir nestes quase 60 milhões de brasileiros a despeito do desempenho do Bolsonaro como presidente. Apeá-lo via impeachment batendo bumbo com trio elétrico, meia dúzia de manifestantes e sem um projeto de governo vai ser difícil mesmo em 2022 nas urnas e mesmo contra a vontade da oposição míope que enxerga nele apenas um problema. O povo não é cego e não é bobo. Não erra sempre achando que uma hora vai acertar.


Deixe o seu comentário

sobre Léo Ladeia

Leo Ladeia é baiano de Itororó, torcedor do Bahia ou um pau rodado que apoitou por aqui. Começou como radialista na Rádio Vitória Régia aos 55 anos. Apresentou o programa Lendas do Rock na rádio Parecis. Na SIC TV como aqui no Gente de Opinião Léo Ladeia fez de tudo. Astronauta, boy, pintor, poeta e pedreiro. Mutante, gosta de experimentar e de desafios, atualmente Ladeia está trabalhando no Rede TV Rondônia, canal 17,do Sistema Gurgacz de Comunicação.