Porto Velho/RO, 21 Novembro 2020 20:07:02
Saúde

Porto Velho tem risco médio de epidemia de dengue, aponta LIRA

A maioria dos bairros da capital estão em situação crítica com a presença do Aedes aegypti

Por Redação / Diário da Amazônia
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Publicado: 21/11/2020 às 06h00min | Atualizado 21/11/2020 às 20h06min

Os bairros Tucumanzal, Tancredo Neves, Ulisses Guimarães, São João Bosco e Lagoinha são os cinco primeiros colocados do ranking / Foto: Roni Carvalho

O novo levantamento realizado pelo Departamento de Vigilância em Saúde (DVS) em parceria com o Departamento de Atenção Básica (DAB), aponta o Índice de Infestação Predial (IPP) de 3,2%, com médio risco de epidemia de arboviroses em Porto Velho.

Os dados indicam que a maioria dos bairros da capital estão em situação crítica com a presença do Aedes aegypti, transmissor da dengue, febre chikungunya e zika vírus, e de médio risco para a ocorrência das arboviroses.

O bairro Tucumanzal lidera o ranking de infestação com índice de 18,5%, ou seja, de cada 100 residências 18,5 possuem larvas do mosquito. Já os bairros Tancredo Neves (13,1%), Ulisses Guimarães (11,8%), São João Bosco (11,1%) e Lagoinha (9,6%) completam os cinco primeiros colocados do ranking. Em 17 bairros da Capital não foram encontradas larvas do mosquito Aedes aegypti.

Segundo o levantamento da Semusa os resultados com índices de infestação predial inferiores a 1%, não apresentam risco. Já aqueles com índice entre 1% e 3,9% são considerados em situação de alerta e risco de surto quando o índice de infestação é maior que 4% dos imóveis pesquisados.

O Levantamento de Índice Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) identificou que 43,3% das larvas do Aedes aegypti nos imóveis foram encontradas em lixo, recipientes plásticos, latas, sucatas e entulhos nos quintais; 21,5% estavam em outros depósitos de armazenamento de água baixo como vasos de plantas; 17,8% encontrados em pequenos depósitos móveis; 14,4% em pneus e outros materiais rodantes; 1,5% em depósitos fixos; 1,1% das larvas estavam em caixa d’água elevadas e 0,4% em depósitos naturais.

O índice da capital aponta redução na incidência de infestação pelo mosquito. O primeiro levantamento, executado de 20 a 31 de janeiro, apontou IPP de 4,2%, classificado como alto risco para epidemia.

A realização do LIRA serve para identificar as áreas com maior ocorrência de focos do Aedes, bem como dos criadouros predominantes do mosquito. Com os dados são adotadas as estratégias de controle e combate para minimizar a ocorrência das arboviroses no período das chuvas de 2020/2021. Somente com medidas de prevenção contra o Ades é possível diminuir a incidência da dengue, febre chikungunya e zika vírus.

A população também pode fazer sua parte e contribuir para e ajudar a minimizar a proliferação dos mosquitos. Manter os quintais limpos e livres de recipientes que possam acumular água, ambiente propício para a reprodução do Aedes ajudam a diminuir a infestação dos mosquistos.

A pesquisa foi realizada entre os dias 26 de outubro a 06 de novembro. Cerca de 7 mil imóveis foram vistoriados durante a realização do segundo LIRAa.



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