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    Diário da Amazônia

    Produtor precisa correr para fechar as compras, diz analista

    Os preço dos insumos estão de 5% a 8% mais caros neste ano, afirma a Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar). A informação..

    Por Canal Rural
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    Publicado: 18/07/2019 às 14h10min

    Foto: Bruna Essig/Canal Rural

    Os preço dos insumos estão de 5% a 8% mais caros neste ano, afirma a Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar). A informação coincide com o levantamento realizado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), que também apontou um aumento nos custos de Mato Grosso de até 5%. Essas elevações foram puxadas pela alta no dólar, que agora recuou um pouco e, segundo analistas de mercado, favorecem a compra do restante dos insumos necessários para a safra.

    O milho já está colhido e os quatro mil hectares da fazenda de Giovani Fritz, em Jaciara (MT), esperam o fim do vazio sanitário para receber a soja. Por lá, 90% dos insumos já foram comprados e se não fosse as incertezas do mercado, o produtor já estaria com tudo em mãos.

    “Essa cautela é por não ter um preço fixo na produção, ou algo mais definido, ou um preço futuro mais definido para negociar. Sem falar em um dólar mais estabilizado e essa gangorra de preço que tá acontecendo”, afirma Fritz.

    E esse não é um caso isolado. Quem chama atenção é a indústria de fertilizantes. A venda desse tipo de produto aumentou (8%) no primeiro bimestre deste ano, na comparação com o ano passado, mas a oscilação do câmbio fez o produtor segurar o bolso nos meses seguintes.

    “Esses números ainda estão sendo compilados, mas aparentemente, com conversas que estamos tendo, provavelmente teremos em março, abril e maio uma queda nas vendas em relação ao ano passado”, diz o presidente da Associação dos Misturadores de Adubos do Brasil (AMA), Carlos Florence.

    Entre os motivos para este recuo estão a instabilidade política (com a demora para aprovar a reforma da previdência) e também houve a desvalorização das commodities.

    “Na comparação com a safra anterior, os preços dos insumos estão de 5% a 8% mais caros. Somado a isso, o preço da soja está R$ 2 por saca mais barato que o ano anterior. Isso aumenta a relação de troca da soja por insumos, ou seja, o produtor vai ter que desembolsar mais para produzir a mesma quantidade”, afirma o analista de desenvolvimento técnico da Ocepar, Maiko Zanela.



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