Porto Velho/RO, 25 Outubro 2021 16:24:24
Diário da Amazônia

Projeto prevê sistema para certificação participativa de alimentos orgânicos

A ideia é construir uma ferramenta digital para o processo de avaliação da conformidade de produção orgânica de duas organizações:..

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Publicado: 22/10/2021 às 10h22min | Atualizado 22/10/2021 às 10h23min

Foto: Divulgação

A ideia é construir uma ferramenta digital para o processo de avaliação da conformidade de produção orgânica de duas organizações: a Comuna da Terra, uma cooperativa com 80 famílias do Assentamento Mário Lago, em Ribeirão Preto, SP; e a Orgânicos Sul de Minas, entidade que congrega 16 associações, cooperativas e grupos informais, atendendo a 240 agricultores

A Embrapa Territorial formalizou parceria com a Comuna da Terra (Ribeirão Preto, SP) e a Orgânicos Sul de Minas (Inconfidentes, MG), organizações de produtores de alimentos orgânicos. Liderado pela pesquisadora Gisele Vilela, o projeto prevê a criação de um sistema de gestão de informações para apoio à certificação participativa de alimentos orgânicos. Os trabalhos serão concluídos em 18 meses.

A ideia é construir uma ferramenta digital para o processo de avaliação da conformidade de produção orgânica de duas organizações: a Comuna da Terra, uma cooperativa com 80 famílias do Assentamento Mário Lago, em Ribeirão Preto, SP; e a Orgânicos Sul de Minas, entidade que congrega 16 associações, cooperativas e grupos informais, atendendo a 240 agricultores.

De acordo com Gisele, a pretensão é de que o projeto seja um piloto e a solução tecnológica gerada sirva de modelo para atender às duas modalidades de certificação participativa no Brasil: o Sistema de Garantia, adotado pela Orgânicos Sul de Minas, e o Controle Social para Venda Direta sem Certificação. A Comuna da Terra adota, atualmente, a segunda modalidade, mas está migrando para a primeira.

O projeto prevê também a integração dos dados georreferenciados das propriedades atendidas pelas duas organizações com os dados sobre preservação da vegetação nativa inseridos no Cadastro Ambiental Rural (CAR). O objetivo é prover subsídios para “trabalhos de medição e qualificação ambiental, social e econômica” das áreas dos produtores, bem como para programas de pagamento por serviços ambientais.

Além das duas organizações de agricultores, são parceiros o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas Gerais (IFSULDEMINAS) e a Superintendência de São Paulo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Primeiras atividades

De 21 a 23 de setembro, as pesquisadoras Gisele Vilela e Cristina Criscuolo visitaram propriedades produtoras de orgânicos localizadas em municípios do sul de Minas Gerais.

Durante as visitas, as pesquisadoras conversaram com agricultores de diferentes perfis, desde produtores neorurais (que deixaram de viver nas cidades e passaram a morar no campo) aos tradicionais (mantenedores da tradição familiar do cultivo da terra como o seu meio de sustento).

Nesta primeira etapa, estão sendo levantadas as principais dificuldades dos produtores no processo de certificação. De posse desses problemas, serão propostas soluções para auxiliá-los a participarem da melhor forma do processo de obtenção do selo de orgânicos.

“A visita foi um trabalho de reconhecimento. Foi importante para apresentarmos o projeto e coletarmos as primeiras sugestões, onde, na sequência, construiremos e levaremos um protótipo de uma solução, que será construída em conjunto com os produtores rurais”, disse Cristina Criscuolo.

Dentro do território mineiro, foram visitados os municípios de Inconfidentes; Pouso Alegre; Brazópolis, Itajubá e Maria da Fé e arredores. Além das visitas, as pesquisadoras reuniram-se com os professores do IFSULDEMINAS: Aloísia Rodrigues Hirata e Luiz Carlos Dias da Rocha.

Entre 30 de setembro e 1º de outubro, as pesquisadoras da Embrapa cumpriram agenda em Ribeirão Preto, SP. No município paulista, estiveram juntamente com o pesquisador da Embrapa Meio Ambiente Luiz Octávio Ramos Filho e a técnica do Sebrae Flaviane Araújo em visita ao assentamento Mário Lago, onde está a sede da Cooperativa Orgânica Agroflorestal Comuna da Terra.

Ainda em Ribeirão Preto, as pesquisadoras participaram de reuniões e visitas às propriedades rurais, realizaram um primeiro contato com os produtores para apresentação dos projeto e coletaram impressões sobre o processo de produção orgânica. (A.I)



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