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Editorial

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Publicado: 17/11/2023 às 05h00min

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Que seja o capítulo do triunfo da perseverança sobre a inércia

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Na última terça-feira, Rondônia presenciou, mais uma vez, um marco histórico: a assinatura (de novo) do edital que dá o pontapé inicial para a construção da tão esperada ponte internacional entre Guajará-Mirim, no Brasil, e Guayaramerín, na Bolívia. Essa iniciativa, há mais de um século apenas um desejo, finalmente parece ganhar vida e se materializar em uma estrutura imponente de 1,22 km sobre o majestoso rio Mamoré.

O ato, conduzido pelo Ministro dos Transportes, Renan Filho, sinaliza um voto renovado de confiança na concretização desse sonho antigo. Contudo, não podemos ignorar o ceticismo que permeia a sociedade, moldado por promessas anteriores que nunca saíram do papel. Esta, no entanto, tem um brilho peculiar: a inclusão no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) do Governo Federal e uma previsão de conclusão em 2027.

A ponte binacional entre Guajará-Mirim e Guayaramerín transcende as fronteiras geográficas. Ela é um símbolo de conexão entre nações, um corredor que não apenas facilitará o fluxo de bens e pessoas, mas também estreitará laços históricos e culturais entre o Brasil e a Bolívia. Esta obra é um testemunho do potencial de cooperação e desenvolvimento quando duas nações se unem em um objetivo comum.

A importância estratégica dessa obra é inegável. Ela impulsionará o comércio bilateral, promovendo o intercâmbio econômico e cultural entre as duas regiões. Além disso, a ponte representa um avanço na infraestrutura logística do país, facilitando o transporte de mercadorias e contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico das áreas adjacentes.

No entanto, é crucial que este marco não se torne apenas mais uma promessa não cumprida. A população aguarda ansiosamente que o planejamento e a execução dessa obra sejam pautados pela transparência, eficiência e comprometimento. Afinal, esta não é apenas uma ponte de concreto sobre águas fluídas, é um elo entre povos, um símbolo de progresso e cooperação.

É hora de seguir adiante, deixando para trás as expectativas frustradas do passado. A construção da ponte entre Guajará-Mirim e Guayaramerín não é apenas um projeto de engenharia; é a concretização de um sonho coletivo, uma oportunidade para transformar promessas em realidade. É com essa esperança renovada que olhamos para o futuro, na expectativa de ver essa obra, enfim, sair do papel e tornar-se parte tangível do cenário que conecta Brasil e Bolívia.

Que este seja o capítulo que marca o triunfo da perseverança sobre a inércia, da colaboração sobre as fronteiras. É tempo de construir não apenas uma ponte física, mas também uma ponte de confiança e realização para as gerações presentes e futuras.


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