Porto Velho/RO, 03 Janeiro 2020 13:23:24

    Victoria Angelo

    coluna

    Publicado: 03/01/2020 às 11h48min

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    Regime Comunista Coreano foi o que mais matou na última década!

    Entre 2010 a 2019 milhares de pessoas foram mortas pela Ditadura de Kim Jong-un, que tem no Comunismo Ideológico sua base para matar!

    Não é conhecido o número oficial de mortes pelo Regime Norte-Coreano, porém a estimativa é de 2 milhões de mortes desde a ascensão da Ditadura Comunista.

    Com o nome oficial de República Popular Democrática da Coreia, o Regime de Extrema-Esquerda Comunista da Coreia sob o domínio de Kim Jong-un, é o mais assassino da década (2010-2019) entre todos os países do Mundo.

     

    O líder norte-coreano, Kim Jong-un, teria mandado executar o tio e o ministro da Defesa AFP.

    Kim governa com extrema brutalidade, tornando seu país o pior violador dos direitos humanos. Na Coreia do Norte, esses crimes “significam extermínio, assassinato, escravização, tortura, prisão, estupro, abortos forçados e outras violências sexuais, perseguição por motivos políticos, religiosos, raciais e de gênero, a transferência forçada de populações, o desaparecimento forçado de pessoas e o ato desumano de propositalmente causar fome prolongada”, concluiu um relatório da ONU desde 2014 que analisou a Coreia do Norte. Aqui estão algumas das atrocidades que aconteceram lá.

    O Crime está presente de várias maneiras na Coreia do Norte, oficialmente conhecida como a República Popular Democrática da Coreia (RPDC).

    Morrer ou ser perseguido por causa da fé tem feito parte dos riscos enfrentados por 245 milhões de  cristãos mundo afora. Em seu levantamento de 2019, a organização não governamental Portas Abertas registrou 4.305 casos de pessoas mortas por serem cristãs, o que representa aumento de 40,4% na comparação com a pesquisa anterior.

    Cristãos guardam suas Bíblias enterradas para não serem mortos, na Coreia do Norte.

    A mais recente Lista Mundial de Perseguição, divulgada nesta quarta-feira, 16, cobriu o período de 1º de novembro de 2017 a 31 de outubro de 2019. A entidade observou o crescimento de 65% no total de pessoas detidas sem julgamento, sentenciadas e presas – 3.150 cristãos – 133% nos ataques a igrejas e edifícios cristãos no período – 1.847 templos.

    1. Assassinato.

    Muitas pessoas na Coreia do Norte sofrem com a pobreza e, como resultado, muitas vezes adotam medidas extremas para sobreviver. Vários desertores relataram ouvir rumores de que o assassinato e o canibalismo são numerosos no país. Estes rumores surgiram pela primeira vez durante a Grande Fome de 1994 a 1998.

    Um documento oriundo do Instituto Coreano pela Unificação Nacional lista doze execuções públicas, entre 2004 e 2010, como penalidade máxima contra o crime de homicídio. Vítimas de assassinato incluem amantes, uma esposa, um credor e um administrador hospitalar.

    Grupo de direitos humanos diz que a execução é usada para instigar o medo na população na Coreia do Norte.

    2. Crimes Políticos.

    Na Coreia do Norte, uma percepção crítica da política do país e dos líderes pode ser interpretado como uma ofensa grave. Traição também é levado muito a sério; tentar fugir para a Coreia do Sul, ou simplesmente admirar abertamente determinados aspectos da cultura sul-coreana pode ser interpretado como traição. Cruzar a fronteira com a China ou com a Rússia também é ilegal. Esta lei, contudo, é menos rigorosamente aplicada, em função do grande número de norte-coreanos espalhados pela fronteira em busca de emprego.

    Criticar ou rejeitar os princípios comunistas é outro grave crime político. Esta categoria de delito inclui qualquer coisa que ameace a estrutura comunista – como abrir um negócio privado ou roubar bens agrícolas como milho, arroz e batatas.

     

     

    3. Estrangeiros.

    Um pequeno número de cidadãos norte-Americanos foram acusados, na Coreia do Norte de supostos crimes contra a nação. Isso engloba entrar no país de maneira ilegal e a exibição de sinais de hostilidade para com o país. Dois jornalistas dos Estados Unidos foram condenados ao trabalho forçado depois de serem considerados culpados de crimes contra a nação. Eles foram libertados no final do mesmo ano, quando Bill Clinton visitou o então líder Norte-coreano Kim Jong-il para negociar a soltura. Em abril de 2013, o guia turístico americano Kenneth Bae, também conhecido como Pae Jun Ho, foi acusado de conspirar para derrubar o governo Norte-coreano. A mídia estatal informou que haviam provas comprovando a afirmação. Ele já foi liberado e autorizado a voltar para os Estados Unidos. De acordo com a lei da Coreia do Norte, tal ato é punível por prisão perpétua ou morte.

     

    Governo norte-coreano usaria execuções para ‘incitar medo e dissuadir atividades políticas indesejáveis’, diz relatório.

    5. Prostituição.

    A prostituição na Coreia do Norte é ilegal e, de acordo com o governo Norte-coreano, não existe. No entanto, o governo alegadamente emprega cerca de 2.000 mulheres, conhecidas como o Kippumjo, com a finalidade de proporcionar serviços sexuais ao alto escalão militar.

    A corrupção na Coreia do Norte é um problema crescente no país, que ocupa a posição 174 de 176 no Índice de Percepção de Corrupção do índice de Transparência Internacional de 2012, empatado com a Somália e o Afeganistão. As rigorosas regras e as severas punições impostas pelo regime contra, por exemplo, o acesso aos meios de comunicação estrangeiros, normalmente são contornados ao subornar a polícia. Delatar informações sobre colegas e membros da família tornou-se menos comum.

    6. Assistir televisão.

    A organização que elaborou o relatório espera que esse trabalho ajude a punir os responsáveis no futuro, além de facilitar uma eventual transição democrática na Coreia do Norte. “O objetivo mais importante é enviar um sinal forte aos dirigentes norte-coreanos, pressionando para que eles mudem sua política”, explica Lee Young-hwan, fundador e diretor da ONG.

    “Kim Jong-un e seus subordinados serão um dia julgados graças a esse tipo de trabalho de documentação”, afirma. Segundo ele, os dados também são importantes para as famílias das vítimas, para que elas possam encontrar os corpos de seus parentes. Afinal, eles também têm direito a um enterro de verdade.

    Lee Young-hwan critica a posição dos Estados Unidos e da própria Coreia do Sul que, segundo ele, concentram as negociações com Pyongyang apenas em torno da questão nuclear, ignorando quase sempre o delicado tema dos direitos humanos.

    A pena de morte na Coreia do Norte é aplicada em casos de assassinato, roubo ou corrupção, mas também para atividades consideradas “antirrevolucionárias”, como o fato de assistir a um canal de televisão sul-coreano.

    Jang Song Thaek era um mentor político importante no país norte-coreano e já foi descrito como a segunda figura mais importante do governo.

    7. Navegar na Internet.

    Pode esquecer seu Facebook e Twiter se você for morar na Coréia do Norte! Mandar e-mails e navegar livremente pela internet então nem pensar… No país de Kim Jong-un, não existe internet livre, e sim um tipo de portal de propaganda estatal. Somente membros do governo com altos cargos, cidadãos estrangeiros e jornalistas podem ter acesso a internet, e mesmo assim em uma rede com velocidade muito baixa e altamente controlada por agências de segurança do país.

    8. 75% dos cristãos norte coreanos foram executados.

    Os cristãos na Coreia do Norte enfrentam estupros, torturas, escravidão e são mortos simplesmente por causa da sua fé, comprova um novo e contundente relatório da Christian Solidarity Worldwide (CSW).

    A CSW, ONG inglesa que luta pela liberdade publicou este mês o relatório “Total Negação: Violações de Liberdade de Religião ou Crença na Coreia do Norte”, que mostra como não existe liberdade de religião ou crença no país liderado pelo ditador Kim Jong-Un.

     

    “As crenças religiosas são vistas como uma ameaça à fidelidade exigida pelo Líder Supremo, então qualquer pessoa que mantenha a fé acaba sendo severamente perseguida”, afirma o documento.

    “Os cristãos sofrem de modo significativo por que o partido comunista que lidera o país os rotula como antirrevolucionários e imperialistas.”

    Entre os casos documentados de violência contra os cristãos há casos de pessoas “colocadas em uma cruz com uma fogueira embaixo, esmagados por um rolo compressor, jogados de cima de pontes e pisoteados até a morte”.

    Outros crimes bárbaros incluem “execuções sem julgamento, extermínio, escravidão/trabalho forçado, transferência forçada de população, prisões arbitrárias, torturas, perseguição, sequestros, estupro e violência sexual, entre outros atos similares”.

    Existe uma política de “culpa por associação”, em muitos casos, fazendo com que os parentes dos cristãos também sejam presos, mesmo que não professem a fé cristã, ressalta o relatório.

    Embora oficialmente sejam conhecidos apenas 13.000 cristãos na Coreia do Norte, acredita-se que o número real seja muito maior. Existem 121 locais de culto religioso na Coreia do Norte, afirma o Centro de Dados dobre Direitos Humanos da Coreia do Norte, incluindo 64 templos budistas, 52 templos Cheondoista, três igrejas protestantes, uma catedral católica e uma igreja ortodoxa russa.

    As cinco igrejas ficam na capital, Pyongyang, no entanto, analistas acreditam que elas servem apenas para tentar mostrar uma boa imagem da Coreia do Norte diante da comunidade internacional, pois não há cultos.

    Segundo informações de missões, existem 500 igrejas domésticas na Coreia do Norte, formadas principalmente por pessoas cujas famílias eram cristãos antes de 1950 – início da Guerra da Coreia que dividiu o país. No entanto, eles não poderão estabelecer líderes nem usar materiais religiosos.

    O ministério Cornerstone International, que trabalha com os cristãos naquela região, estima que existam entre 200 e 300 mil cristãos norte-coreanos vivendo no país, que não são reconhecidos pelo governo, a verdadeira igreja subterrânea.

    Eles são obrigados a praticar sua fé em segredo, pois se forem pegos, serão enviados para campos de trabalhos forçados, bastante conhecidos pela população. Um homem que conseguiu fugir de um deles explicou à CSW que conheceu um prisioneiro que foi enviado para o campo simplesmente porque tinha passado um mês na China estudando a Bíblia.

     

     


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    sobre Victoria Angelo Bacon

    Jornalista e professora de Língua Portuguesa e Comunicação. Graduada pela Universidade do Estado do Paraná. Especialista em Mídias Sociais pela PUC/PR. Assessora de Comunicação do Governo de Rondônia. Lecionou disciplinas de Comunicação e Linguagem na UFAM, UAB/UNB e Rede Pública de Educação de Rondônia. Secretária Executiva da Universidade Federal de Rondônia e dirigente sindical do SINTUNIR- UNIR. Colunista e apresentadora no Rondoniaovivo do programa Diálogo. Âncora do programa Diálogo nas Redes Sociais na Rede TV Rondônia em 2020.

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