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    Saúde

    AIDS: Mais de 2 mil grávidas estão infectadas por HIV em Rondônia

    Descobrir na gestação o diagnóstico do vírus HIV (vírus causador da Aids) e realizar o tratamento com medicamentos antirretrovirais..

    Por Larina Rosa Diário da Amazônia
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    Publicado: 18/07/2019 às 14h36min | Atualizado 19/07/2019 às 10h48min

    Descobrir na gestação o diagnóstico do vírus HIV (vírus causador da Aids) e realizar o tratamento com medicamentos antirretrovirais regularmente é a realidade de 2.367 pacientes gestantes da Capital. A maioria do diagnóstico das mães portadoras do vírus acontece quando a grávida realiza os exames da primeira consulta do pré-natal.

    A primeira coisa a fazer após receber a confirmação do diagnóstico é procurar tratamento, hoje existem medicamentos que combatem a quantidade de vírus no organismo e evitam que o sistema imunológico da mãe e do bebê seja prejudicado. O tratamento previne a transmissão vertical do HIV, quando a infecção do vírus passa da mãe para o filho, durante o período de gestão (intrauterino), parto ou aleitamento materno. No último ano quatro bebês contraíram o vírus por amamentação na Capital.

    Em Porto Velho a Secretaria Municipal de Saúde dispõe do Serviço de Atenção Especializada (SAE), com uma equipe multidisciplinar especialista em atender pacientes portadores de HIV/AIDS. Segundo a secretária de Saúde do Município, Eliana Pasini, “em toda a rede de saúde da atenção básica do município, estão disponíveis exames para detecção do HIV, serviço ofertado às gestantes durante o pré-natal”, informou ela.

    Todas as gestantes devem receber AZT IV durante o parto. Não usar efavirenz (teratogênico) durante gestação. Não é recomendado a amamentação. Parto vaginal é exceção. Recomendações para Profilaxia da Transmisão Vertical do HIV e Terapia Antirretroviral em Gestantes, Ministério da Saúde, 2010.

    O HIV pode ser transmitido de duas formas: horizontal ou vertical. A primeira pode ocorrer quando há sexo sem preservativo, ou pelo compartilhamento de seringas e agulhas contaminadas. Já a transmissão vertical ocorre entre a mulher o bebê durante a gestação, parto ou amamentação. ”Essa forma de transmissão, pode ser reduzida para menos de 2%, com a adoção das medidas eficazes de prevenção,” pontou Régia. A transmissão vertical é a principal via de infecção do vírus HIV na população infantil.

    De acordo com Régia Martins, gerente do Departamento de Vigilância em Saúde, todas as gestantes e seus parceiros sexuais devem realizar o teste, uma vez que o diagnóstico e o tratamento precoce pode garantir o nascimento saudável do bebê.

     

    O número de casos de sífilis em gestantes também aumenta, segundo os dados do Sinan/Núcleo IST Aids e Hepatites Virais/Agevisa no primeiro semestre do ano Porto Velho registrou 207 notificações. A sífilis na gestação pode causar trabalho de parto prematuro, abortamento precoce e desenvolver problemas de malformação cerebrais no bebê.

    Hemograma. VDRL: 1ª consulta do pré-natal, no 3º trimestre da gestação e no momento do parto. Tipagem sanguínea. Fator Rh. Urina tipo I. Glicemia de jejum. Pré-natal e Puerpério: atenção qualificada e humanizada – manual ténico/Ministério da Saúde, 2005.

    O SAE oferece atendimento humanizado com assistentes sociais, psicólogos, nutricionistas as gestantes portadoras do vírus e co-infectadas com outras doenças sexualmente transmissíveis, encaminhadas pela Unidade Básica de Saúde ou recebidas na própria unidade. Após o nascimento o bebê infectado pelo vírus recebe tratamento até os dois anos.

    O teste rápido para detectar o vírus HIV/Aids e também para diagnóstico da sífilis e das hepatites B e C é gratuito e pode ser realizado no SAE localizado na Avenida Duque de Caxias, em Porto Velho, ou nas Unidades Básicas de Saúde e no Centro de Testagem e Aconselhamento na Policlínica Oswaldo Cruz, na Avenida Jorge Teixeira, Setor Industrial.

    No primeiro semestre do ano já foram notificados em Rondônia 323 casos de HIV/Aids, entre os números 134 casos foram confirmados em Porto Velho. A falta do uso da camisinha ainda é a principal causa para aumento no número de casos das doenças.



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