porto velho - ro, 09 Outubro 2019 14:18:18

    SolanoFerreira

    coluna

    Publicado: 09/10/2019 às 14h17min | Atualizado 09/10/2019 às 14h18min

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    Sínodo da Amazônia assusta governo e provoca os conservadores

    O que preocupa o governo brasileiro é a pauta ambiental e de defesa dos indígenas e não a proposta de ampliação da evangelização da região.

    O governo Bolsonaro está preocupado com o resultado do Sínodo da Amazônia, convocado pelo papa Francisco, para discutir problemas e alternativas para a evangelização na região. O que preocupa o governo brasileiro é a pauta ambiental e de defesa dos indígenas. O poder do vaticano é grande e dependendo do resultado a ser documentado para servir de regra, a maior igreja do mundo deve se opor a muitas ações e decisões governamentais que coloquem em risco a sustentabilidade na Amazônia.
    Isso não se refere apenas ao Brasil, já que o Sínodo envolve todos os países integrantes da Panamazônia. Pressão vinda do Vaticano deixa qualquer governo apreensivo pela capacidade de mobilização.

    A ala conservadora da Igreja Católica também não está à vontade com a pauta da reunião episcopal. Um dos temas é a abertura para consagração de padres casados (desde que seja indígena e para atuar dentro da aldeia a que pertence). Os conservadores consideram heresia e temem que abra precedentes para outras demandas no mundo inteiro, pondo fim ao celibato.

    A prática do celibado é adotada pela Igreja Católica desde os tempos remotos, mas biblicamente não aparece como condição, e, sim, como opção. O apóstolo Paulo foi um que optou pelo celibado e deixou claro ser opção pessoal. “Digo isto, porém, como que por concessão e não por mandamento. Contudo, queria que todos os homens fossem como eu mesmo; mas cada um tem de Deus o seu próprio dom, um deste modo, e outro daquele” (1 Coríntios 7:6-7). O tema é polêmico é muitos casados fora das aldeias também esperam por essa decisão.


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