Porto Velho/RO, 24 Novembro 2020 11:05:16
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Sistema de saúde de Rondônia poderá ir ao caos por embaraços causados por empresa ambiental

Após pagar o dobro pela coleta de lixo hospitalar em contrato emergencial, sistema de saúde poderá entrar em colapso, por não efetivar licit

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Publicado: 24/11/2020 às 11h04min | Atualizado 24/11/2020 às 11h05min

Arquivo/Diário da Amazônia

A efetivação do contrato licitado para a coleta e destinação final do lixo hospitalar (pregão eletrônico 153/2019) de 04 de junho de 2019, se arrasta há quase 18 meses pelos corredores do governo, e encalhou no Tribunal de Contas do Estado, há cerca de seis meses, após uma manobra da Amazon Fort – Soluções Ambientais, que opera emergencialmente há mais de três anos, prestando esse serviço.

No último contrato emergencial, o estado irá pagar quase o dobro do valor licitado à empresa, em plena pandemia de Covid-19.

Leia também: Contrato emergencial de coleta de lixo hospitalar de R$ 6 milhões gera suspeita

No pregão eletrônico 153/2019, para a contratação de Empresa Especializada na Prestação de Serviços de Coleta Interna e Externa, Transporte, Tratamento (incineração ou autoclavagem e incineração) e Destinação Final dos Resíduos de Serviços de Saúde, nas unidades hospitalares do governo do estado, na capital e no interior, pelo período de 12 (doze) meses, o governo pagaria o valor estimado de R$ 6.989.187,46.

Mas, em 21 de maio desse ano, a Secretaria de Estado da Saúde (SESAU), homologou um contrato com dispensa de licitação, por seis meses, com a Amazon Fort, que foi vencida em todos os itens da licitação.Pelo contrato de SEIS MESES, que encerrou nesse fim de semana, a Amazon Fort deverá receber em torno de R$ 6.203.425,79.

Quase o mesmo valor que seria pago às outras empresas, vencedoras da licitação, pelo período de 12 MESES.

O rombo aos cofres públicos, se aproxima de R$ 6.000.000,00 (Seis Milhões de Reais) por ano, que, pelo visto, tem tendências de se efetivar, uma vez que manobras escusas tentam renovar o contrato emergencial, eivado de denúncias, por mais um longo período.

Como se não bastasse, a Amazon Fort está sendo processada administrativamente por indícios de fraude na pesagem do lixo hospitalar, conforme documentos da própria Sesau/RO, onde a empresa foi flagrada pesando barris de água, em vez de lixo, e cobrando o valor do estado, ou melhor, do contribuinte.

A empresa também está envolvida em escândalos de supostas fraudes em contratos com empresas da iniciativa privada, onde, supostamente, comercializava cereais estragados, descarte de lixo hospitalar em lixão de Porto Velho, contaminação de rios com materiais cancerígenos, na Zona da Mata, entre outros tantos. (Fonte: ROBR)



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