porto velho - ro, 13 Outubro 2018 15:06:40
Política

STN anuncia pagamento de precatórios para servidores

A primeira parcela, segundo informou a representação do governo do Estado, está programada para acontecer na primeira semana de junho.

Por Redação Diário da Amazônia
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Publicado: 16/05/2018 às 10h04min | Atualizado 16/05/2018 às 12h32min

A Secretaria do Tesouro Nacional (STN) confirmou hoje em Brasília, durante audiência com representantes do governo do Estado em Brasília, o pagamento dos precatórios devido aos servidores do ex-território federal de Rondônia. A primeira parcela, segundo informou a representação do governo do Estado, está programada para acontecer na primeira semana de junho. O dinheiro deve estar na conta dos servidores  no máximo até o dia 10.

A ação de isonomia representa de R$ 679 milhões. Esse valor será pago a servidores do ex-território federal de Rondônia, que ganharam uma ação judicial na Justiça.

A secretária disse que irá cumprir o cronograma estabelecido pelo ato conjunto do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), publicado no dia 02 de fevereiro de 2018, estabelecendo a liberação dos precatórios para junho e julho. Os servidores aguardam pelo pagamento desta ação da isonomia (processo 2039/89) há quase três décadas.

Servidora está com câncer

Tânia Mara que trabalhou na Superintendência Federal da Agricultura de Rondônia, órgão ligado ao Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), está acometida de um câncer há cinco anos. Ela relata que passa por uma situação difícil, e que os médicos lhe disseram que a doença já atingiu quatro órgãos do seu corpo.

Como beneficiária dessa ação de isonomia dos precatórios que está para sair e não sai, Tânia Mara implora por socorro. “A gente está precisando de dinheiro, e esse dinheiro não sai”, lamenta.  Tânia explica no vídeo que depende do dinheiro para comprar remédios e material de higiene pessoal, para ao menos, melhorar a sua qualidade de vida.

A aposentada explica que, felizmente o hospital que ela faz o tratamento é de graça, mas os remédios na maioria das vezes custam caro. No depoimento, ela chega a se emocionar, e diz que precisa de uma alimentação correta e balanceada. “Agora mesmo os colegas fazem doações de fraldas. Isso é constrangedor. Quando a gente trabalhou a vida inteira e está desde 1989 esperando por isso. Eu preciso desse dinheiro. Igual a mim tem muitas pessoas. Não sou a única que está nessa situação, muitos até já morreram”, explica.



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