porto velho - ro, 11 Dezembro 2018 12:14:41

Carlos Sperança

coluna

Publicado: 29/11/2018 às 07h16min

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Tarefas bem definidas

Não há razões para crer que o futuro governo brasileiro venha a se enquadrar nas melhores ou piores expectativas. As melhores costumam..

Não há razões para crer que o futuro governo brasileiro venha a se enquadrar nas melhores ou piores expectativas. As melhores costumam ser fantasiosas, acreditando em mágicas improváveis.

Uma das fantasias é que o superministério da Justiça e da Segurança vai acabar com a criminalidade e a corrupção numa batida de martelo, sem compreender que será um trabalho duro e de longo prazo, para além dos limites de um só governo.

As piores expectativas seriam a imposição de um governo ditatorial, improvável para uma nação que nas urnas optou pelo liberalismo do programa presidencial. Não cumpri-lo seria mais um estelionato eleitoral, levando a mais frustrações, desunião nacional e ao desastre.

Não é justo, portanto, supor que o próximo governo será o creme dos melhores sonhos ou a concretização dos piores pesadelos. Nem é razoável que as incertezas acumuladas no país e no mundo sejam todas despejadas sobre um governo que ainda nem começou.

A Amazônia sonha com uma “terra sem males”, em que os incentivos sejam mantidos, mas há que ser realista: isso não acontecerá sem uma ação política responsável por unir as forças regionais e demonstrar a necessidade, a importância e o potencial dos incentivos.

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A regularização

O tempo mostrou que a indicação de Márcia Luna para a regularização fundiária foi uma medida acertada na gestão tucana. Ela  que já tinha experiências anteriores neste campo, através das gestões dos ex-prefeitos Roberto Sobrinho (PT) e Mauro Nazif (PSB) tem conseguido desatar os nós de um verdadeiro cipoal de documentos em diferentes regiões da capital do estado.

Mais médicos

Alguns municípios rondonienses já receberam a reposição no programa “Mais Médicos”, atendido pelos cubanos nos últimos anos e que já debandaram. Porto Velho recebeu 6, Campo Novo 1 e Ouro Preto do Oeste 5. A capital rondoniense foi um das cidades mais beneficiadas no País pelo programa tocado pela ex-presidente Dilma Roussef, ao lado de Serra (ES), Santarém (PA) e Limeira (SP).

Cheia histórica

Tudo indica que a bola da vez na Amazônia, para uma enchente histórica, é a cidade de Cruzeiro do Sul, segundo maior polo regional do vizinho estado do Acre. A estação das chuvas apenas começou – e temos mais uns três meses pela frente – e já estão aparecendo bairros alagados pelo Rio Juruá. Muitas famílias ribeirinhas já estão se mudando prevendo a enchente.

Em Candeias

No vizinho município de Candeias do Jamari, os comentários de bastidores dão conta que o deputado federal Lindomar Garçon, que não conseguiu a reeleição e que deverá levar um pé da Universal, vai tentar o quarto mandato como prefeito daquela cidade nas eleições de 2020. No seu grande reduto, Garçon tem sido imbatível e de lá tentará recuperar o prestigio abalado como papagaio de pirata.

A lealdade tucana

De falta de lealdade do prefeito Hildon Chaves, o candidato derrotado ao governo de Rondônia Expedito Junior não pode se queixar. Mesmo, com a forte rejeição do aliado, Chaves vai para o projeto de reeleição com esta âncora pesada no seu navio. Neste caso, Expedito pode lembrar Raupp que afundou Maurão e quase levou junto para os quintos o ex-governador Confúcio Moura na peleja ao Senado.

 

Via Direta

*** Finalmente a industrialização começa a mostrar indícios de crescimento no País depois de mais uma década de paralisia *** A confiança no futuro governo Bolsonaro é o ponto de partida *** A militarização dos governos do PSL – Planalto, Rondônia, santa Catarina e Roraima – gera a expectativa de melhorias na segurança publica *** Seguem as investigações da “Conexão Miami” envolvendo políticos mafiosos de Rondônia *** Enriquecimento ilícito deixa rastros, torcida brasileira!


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sobre Carlos Sperança

Um dos maiores colunistas político do Estado de Rondônia. Foi presidente do Sinjor. Foi assessor de comunicação do governador José Bianco entre outros. Mantém uma coluna diária no jornal Diário da Amazônia.

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