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Capital

Técnicos da Universidade Federal de RO param por três dias

O sindicato dos técnicos administrativos da Unir – Sintunir e a Associação dos Docentes da Unir – Adunir, participaram nos..

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Publicado: 10/04/2015 às 03h50min | Atualizado 29/04/2015 às 07h17min

Na manhã de ontem, os portões da Universidade Federal de Rondônia estavam fechados

Na manhã de ontem, os portões da Universidade Federal de Rondônia estavam fechados

O sindicato dos técnicos administrativos da Unir – Sintunir e a Associação dos Docentes da Unir – Adunir, participaram nos últimos dia 07, 08 e 09 de uma paralisação nacional que contou com a adesão de 50 universidades federais. O objetivo de professores e técnicos das universidades federais é alertar o Governo para as atuais condições de trabalho e cobrar o que foi reivindicado na greve de 2012, que de acordo com os manifestantes até hoje não foi cumprido.

Segundo o presidente do Sintunir, Evaldo Lopes, hoje faltam professores e técnicos, é preciso rever o salário destes profissionais, visto que a inflação é de quase 8% e os ganhos obtidos anteriormente passam a ser insuficiente para a atual realidade do País, outra reivindicação é quanto às 30 horas de serviço. “Atualmente os professores e técnicos trabalham quarenta horas semanais, ou seja, oito horas por dia, com a diminuição do horário de trabalho o serviço seria melhor distribuído uma vez que a Universidade atende durante os três turnos, isso não atrapalharia em nada o andamento do processo de ensino, nem a funcionalidade da Ifes”, ressaltou Lopes.

Demanda de trabalho é grande para os técnicos

Para Lúcia Mendes, vice-presidente do Sintunir, a demanda de trabalho é grande e muitos técnicos, devido a está situação, trabalham à base de medicamentos, por isso a necessidade da alteração da jornada de trabalho. “Essa medida traria melhoria do nosso trabalho, assim como também, na nossa qualidade de vida e não prejudicaria nem estudantes, nem as Ifes”, comentou Lúcia.

De acordo com o vice-reitor da Unir, Ari Otti, a paralisação é um direito do trabalhador e a instituição apoia a paralisação. “Na minha interpretação é mais um alerta do que um enfrentamento ao Governo, que tem como foco mostrar que é preciso olhar por todas as categorias, pois os pacotes de ajustes que estão sendo propostos prejudicam o trabalhador, então ao nosso ver não há estranheza alguma, as greves já fazem parte do cenário das universidades federais”, declarou Otti.

Segundo presidente do Sintunir Evaldo Lopes, a paralisação foi um indicativo de greve

Segundo presidente do Sintunir Evaldo Lopes, a paralisação foi um indicativo de greve

Todos os campi de RO participaram

Participaram em Rondônia da paralisação de três dias, os campi de Guajará-Mirim, Rolim de Moura, Presidente Médici, Ariquemes, Ji-Paraná, Vilhena e Cacoal. No município de Presidente Médici, alunos e professores da Unir, realizaram um manifesto na BR-364 no centro da cidade, cobrando melhorias para o campus.

Entre os dias 4 e 8 de maio será realizado um congresso nacional para definir pautas de reivindicação para colocar na mesa de negociação, de acordo com o presidente do Sintunir, se não houver êxito nas negociações, haverá sim uma greve geral. “Até o momento estamos aqui realizando essa paralisação como um indicativo de greve, depois dessa negociação, aí sim iremos começar a greve. No entanto, queremos lembrar que não estamos proibindo ninguém de entrar no campus, contudo, quem quiser entrar tem que deixar o carro e moto aqui fora, só entram a pé”, explicou o presidente do sindicato.

A Fasubra (Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnicos-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil), diz ainda que um dos objetivos dessas manifestações que ocorreram em todo País é chamar a atenção do Governo Federal para que as negociações com os trabalhadores comecem imediatamente, bem como pressionar o Congresso Nacional para arquivarem todos os projetos que atacam direitos, como o PL n° 4330 (terceirizações), porém, na última quarta-feira, 08, a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4330/2004, que regulamenta contratos de terceirização no mercado de trabalho. Agora, o projeto será encaminhado diretamente para votação no Senado.



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