Porto Velho/RO, 30 Junho 2020 01:44:38
Diário da Amazônia

Trabalhadores do transporte coletivo analisam proposta que pode encerrar greve

Trabalhadores do transporte coletivo analisam proposta que pode encerrar greve

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Publicado: 30/06/2020 às 01h44min

Uma proposta de acordo, firmado entre o Consórcio SIM e a Prefeitura de Porto Velho, será analisada por motoristas e cobradores para decidirem se retornam ou não ao trabalho na manhã desta terça-feira (30). Eles entraram em greve em protesto pela falta de pagamento de salários, em atraso há três meses.

De acordo com o presidente do Sintetuperon, Francinei Oliveira da Silva, em 2017 a empresa moveu uma ação contra a Prefeitura, alegando demora no reajuste tarifário e a decisão foi favorável à empresa que pediu uma indenização pelo ocorrido.

O presidente explicou ainda que em um acordo firmado na última greve, que aconteceu em janeiro deste ano, as partes decidiram que o dinheiro da indenização não seria repassado à empresa, e sim aos trabalhadores em forma de salário. Com esse dinheiro, as folhas de pagamento de dezembro de 2019 até março de 2020, décimo terceiro e férias foram quitadas.

Nesta segunda-feira (29), através de um decreto, a Prefeitura autorizou o empenho para o pagamento do salário de abril, dentro do processo com o recurso inicial, na ação ganha contra o município. Segundo o sindicato, o prazo para que o dinheiro seja depositado na conta do trabalhador é de 14 dias.

Em uma reunião realizada na manhã de segunda-feira, foi fechado um acordo entre o Consórcio SIM e Prefeitura para pagar os trabalhadores dentro do processo com o recurso da ação inicial. “Falta à ação ser homologada, e assim que isso acontecer, com os juros e correção, o valor aumenta e é com os juros que será pago o que está atrasado dos trabalhadores. Essa homologação também irá garantir o pagamento do salário até o mês de setembro, que é quando a nova empresa começa a operar na cidade”, explicou o presidente do sindicato.

O presidente informou ainda que foi dada a oportunidade para o trabalhador que não quiser mais continuar no consórcio ter sua demissão por parte da empresa, assim oportunizando o trabalhador a sacar o seguro desemprego e o FGTS e aguardar o início da operação da nova empresa de transporte coletivo. (Rondoniagora)



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