Porto Velho/RO, 17 Fevereiro 2020 08:50:31

    CarlosSperança

    coluna

    Publicado: 17/02/2020 às 08h50min

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    Um Conselho da Amazônia para decidir os destinos da região

    Da ficção à realidade O sonho de extrair minérios abundantes e caros das terras indígenas tromba com o pesadelo mundial de que a..

    Da ficção à realidade

    O sonho de extrair minérios abundantes e caros das terras indígenas tromba com o pesadelo mundial de que a degradação da Amazônia causará a desgraça da humanidade. O vácuo entre o sonho de uns e o pesadelo de outros deveria ser arbitrado pela ONU, mas os antiglobalistas a detestam. Resta testar os limites da soberania nacional e esperar até ver no que vai dar.

    Na ficção, tudo já está resolvido. Hulk, o verde, já se manifestou pela preservação máxima, por intermédio de seu intérprete, o ator Mark Ruffalo. Agora entra em cena o festejado ator Joaquin Phoenix, vencedor do Oscar pelo filmeCoringa, com um tocante curta metragem fadado a viralizar pelo mundo.

    “Guardiões da vida” exibe cirurgiões tratando de um paciente moribundo, por fim declarado morto pelos médicos brancos. Mas eis que uma cirurgiã indígena reanima o coração, uma imagem da floresta amazônica e da Austrália em chamas. O mundo está salvo. Pelo menos na ficção.

    No mundo real, a reanimação da floresta doente custa muito e demanda mais tempo que os três minutos do curta em que o Coringa se redime de seus crimes salvando a Amazônia: estudo da ong TNC, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e universidades de São Paulo e da Califórnia aponta que recuperar 12 milhões de hectares em áreas degradadas custará US$ 1,2 bilhão por ano até 2030.

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    Levas de deportados

    Levas de deportados brasileiros dos estados Unidos continuam chegando no Brasil pelo aeroporto de Belo Horizonte. Justifica-se a escolha: quase a metade dos imigrantes que ingressaram em território estadunidense eram mineiros, procedentes da região de  Governador Valadares. Em cada viagem, também desembarcam ilegais rondonienses que atravessaram a fronteira dos EUA pelo México. A maior parte dos imigrantes rondonienses deportados saiu da região central do estado.

    Postos fechados

    Depois da febre da instalação de postos de gasolina em Porto Velho e Rondônia nos últimos anos, já foram fechados 22 nos últimos meses e muitos  dos atuais operando meia boca e tantos outros a venda, não se achando interessados com os atuais preços para seguirem a atividade. Com os inexplicáveis reajustes da gasolina e uma nova tendência para se locomover de bicicleta e patinetes, a venda de gasolina poderá diminuir mais ainda nos próximos meses nas capitais brasileiras.

    A cariocarização

    Assim como no Acre, onde a imprensa local registra o avanço da “cariocarização” de Rio Branco com as disputas de facções criminosas, Rondônia segue o mesmo caminho com as mortes ocorridas em virtude da disputa pelo tráfico de drogas que é comandado dentro das penitenciárias. Os embates seguem entre os grupos antagônicos com execuções de rivais a balaços em Porto Velho, no mesmo modelo praticado no Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Branco e Manaus.

    PT nas paradas

    Finalmente o PT deu as caras e começa a se mobilizar na eleição a prefeitura da capital. O partido está projetando a candidatura do sindicalista Ramon Cajui, praticamente um desconhecido nos meios políticos, buscando o renascimento depois de sucessivas derrotas dos seus expoentes, como a ex-senadora Fátima Cleide e o ex-prefeito de Porto Velho Roberto Sobrinho. Mas a mobilização dos petistas ainda é fraca. A militância ainda não se animou.

    A militarização

    Um Conselho da Amazônia, para decidir os destinos da região, que não tem representantes da Amazônia e repleto de militares. O presidente Jair Bolsonaro está militarizando tudo, desde a  sua casa civil até o Conselhão ficou com o comando do general Mourão, vice-presidente da República. A chiadeira dos governadores da região tem razão de ser: a entidade foi imposta goela abaixo, totalmente militarizadoae sem representação dos estados que vivenciam a realidade da região.

    Via Direta

    *** Com as Folias de Momo em andamento as atividades políticas foram reduzidas mas ainda neste mês o bicho pega, com reuniões dos diretórios municipais montando chapas a vereança*** Na capital são pelo menos uma dúzia de candidaturas a prefeitura local sendo especuladas, mas muitos nomes buscando apenas valorização para serem indicados a vice*** E ao meio desta peleja muitos inspetores de quarteirão ariscando a sorte*** Em Ji-Paraná, o prefeito Marcito Pinto intensifica as ações da municipalidade em pleno inverno amazônico e reforça as paliçadas para seu projeto de reeleição*** Também os alcaides de Vilhena Eduardo Japonês e  de Cacoal Glaucioni Nery buscam a reeleição não estão dando mole para os adversários*** Como se vê, teremos paradas duras pela frente e a campanha só começa oficialmente depois das convenções no meio do ano.


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    sobre Carlos Sperança

    Um dos maiores colunistas político do Estado de Rondônia. Foi presidente do Sinjor. Foi assessor de comunicação do governador José Bianco entre outros. Mantém uma coluna diária no jornal Diário da Amazônia.

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