Porto Velho/RO, 12 Agosto 2020 08:53:21

SolanoFerreira

coluna

Publicado: 12/08/2020 às 08h51min

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Vacina Russa é anunciada e gera suspeita de eficácia

Depois da longa temporada dos presidentes Donald Trump (EUA) e Jair Bolsonaro (BR) sendo propagadores da cloroquina –medicamento de..

Depois da longa temporada dos presidentes Donald Trump (EUA) e Jair Bolsonaro (BR) sendo propagadores da cloroquina –medicamento de eficácia não comprada-, chegou a vez do presidente russo, Vladimir Putin, ser o garoto propaganda de uma vacina sem qualquer efeito comprado pelas autoridades de saúde do mundo. Aliás, Putin disse (mas não mostrou) que sua filha entrou na fila da agulhada para tomar a vacina Sputnik V, que promete imunizar contra o novo coronavírus. Logo que lançou a novidade, Putin ganhou adeptos no Brasil, inclusive do governador paranaense, Ratinho Junior (PSD), que pretende fabricar o produto em seu estado.

A garantia da vacina Spunik V está longe de eficácia porque ainda não chegou à fase 3 de testes clínicos. Das 165 vacinas em desenvolvimento, constantes na lista da OMS (Organização Mundial de Saúde), apenas seis estão na fase 3, e a novidade russa não faz parte desse seleto grupo. Outro fato que gera dúvidas é que a Rússia não divulgou nada sobre as fases já testadas da vacina.

Quanto a amostra (percentual de pessoas submetidas aos testes) apenas 76 indivíduos teriam tomada as doses da vacina, entre esses estão militares, e há suspeita de que foram forçados aos testes. O prazo de testagem também é considera abaixo do nível seguro, sendo que foi registra em apenas dois meses após o início. E para completar, nada se sabe quanto ao tempo de duração da suposta imunidade.

Além desses questionamentos, a vacina russa é suspeita de ser Control C + Control V de outras fórmulas que teriam sido copiadas sem autorização. Como a pandemia vem sendo politizada e usada comercialmente em diversos lugares do mundo, qualquer novidade emergente logo é vista como suspeita até que se prove a eficácia. O mundo clama por vacinas, mas a segurança e qualidade precisa ser comprovada.


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sobre Solano Ferreira

Editor-Chefe do Diário da Amazônia. Comunicador Social e Marketing/ Mestre em Geografia. Atua na Gestão Estratégica e Gerenciamento de Crise.

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