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Weintraub escolheu ex-secretário de Dilma ligado ao PT para o MEC.

Wagner Vilas Boas irá assumir o comando da SESU, que cuida do ensino superior. Ele foi ligado ao PT de Dilma e Mercadante entre 2014 e 2016

Por Victoria Angelo Bacon.
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Publicado: 11/02/2020 às 19h25min | Atualizado 11/02/2020 às 20h15min

 

Vilas Boas também testemunhou a favor da ex-presidente no processo de impeachment, em 2016. O novo secretário do MEC atuou até 2019 como diretor de Desenvolvimento da Rede de Instituições Federais de Educação Superior. Ainda na mesma pasta, ele foi coordenador-geral de Orçamento, em 2011, e coordenador de Contabilidade, em 2016. Vilas Boas é doutorando em Administração pela Universidade de Brasília e especialista em Controladoria e Finanças Empresárias, pela Universidade Federal de Lavras.

 

Wagner cuidou da pasta do ensino superior na gestão de Aloísio Mercadante no MEC entre 2014 a 2016.

A nomeação.

A nomeação no Diário Oficial da União (DOU) sairá nos próximos dias. Vilas Boas assume a função após Arnaldo Lima Júnior pedir demissão do cargo, no dia 30 de janeiro, alegando “motivos pessoais” em meio à crise provocada por erros na correção do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Ministro Weintraub anunciou na tarde dessa terça-feira (11) o nome de Wagner Vilas Boas para a SESU.

De abril a novembro de 2019, Vilas Boas ocupou o cargo de diretor de Desenvolvimento da Rede de Instituições Federais de Educação Superior. Agora, retorna para a mesma secretaria. Também no MEC, já foi secretário-executivo adjunto, subsecretário de Planejamento e Orçamento, coordenador-geral de Orçamento, gerente de projetos, entre outros.

Quem é Wagner?

Wagner Vilas Boas de Souza é doutorando em Administração pela Universidade de Brasília (UnB), mestre em Administração Pública e especialista em Controladoria e Finanças Empresariais pela Universidade Federal de Lavras (UFLA) e graduado em Ciências Contábeis pela União Educacional de Brasília (Uneb).

Wagner Luís é nomeado secretário da SESU por Dilma Roussef em abril de 2014.

Wagner Vilas Boas foi testemunha de defesa de Dilma Rousseff no processo de impeachment entre maio e agosto de 2016.

Comissão Processante do Impeachment acabou de ouvir o depoimento da terceira testemunha das cinco marcadas para hoje (16). Na reunião alguns senadores se abstiveram de perguntar e defesa e acusação trocaram farpas. O ex-secretário executivo adjunto do Ministério da Educação, Wagner Vilas Boas, falou sobre a edição de decreto de suplementação orçamentária para o ministério em 2015, um dos que justifica o processo por crime de responsabilidade contra a presidenta afastada Dilma Rousseff.

A testemunha respondeu às perguntas dos senadores e deu detalhes técnicos da tramitação dos decretos e do funcionamento das unidades orçamentárias dos ministérios que analisam as demandas das diversas áreas, observando a necessidade de fazer pedidos de suplementação orçamentária.

O ex-secretário explicou que não era atribuição do Ministério da Educação avaliar o impacto da abertura do crédito sobre a obtenção da meta de resultado primário. Ele disse que o órgão setorial – neste caso as secretarias do Ministério da Educação – fazem a solicitação de suplementação orçamentária, mas “ficam sujeitos à orientação normativa e à supervisão técnica do órgão central” de Orçamento.

 

Ex-secretário do Ministério da Educação Wagner Vilas Boas falou sobre a edição de decreto de suplementação orçamentária para o ministério em 2015Wilson Dias/Agência Brasil.

 

O texto acima foi construído a partir das publicações de O Antagonista, O Globo, Correio e Gazeta do Povo.

 



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