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A arte escultórica do artista Geraldo Cruz

Geraldo Silva da Cruz, nasceu no seringal Jumas às margens do rio Madeira, um pouco depois do Município de Humaitá, em plena Amazônia...

Por João Zoghbi Diário da Amazônia
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Publicado: 16/07/2017 às 05h20min

No atelier do artista Cruz, produz esculturas em tupos de papelão com aplicação em manganês

Geraldo Silva da Cruz, nasceu no seringal Jumas às margens do rio Madeira, um pouco depois do Município de Humaitá, em plena Amazônia. Filho de Waldir Lopes da Cruz, na época administrador do seringal, e da professora Raimunda da Cruz, onde aprendeu a ler, escrever e os primeiros traços do desenho artístico.

Mais tarde vindo para Porto Velho e na maior parte de sua infância e adolescência viveu com sua mãe e seus irmãos no Bairro Arigolândia, muito depois se casou com Sâmia Nogueira em que tiveram cinco filhos, dois homens e três mulheres dos quais os primeiros já se casaram e lhes deram oito netos, obra divina.

Geraldo Cruz como é conhecido no meio artístico ou simplesmente ‘Cruz’, sempre ligado aos ensinamentos de seus pais tanto na Literatura como no desenho e nas esculturas de barro secadas ao sol, com certeza, isso o fez desenvolver suas aptidões pela arte: é autodidata e Geólogo por formação acadêmica, teve a liberdade de trilhar pelo caminho das artes visuais e com esse espírito vem bebendo dessa fonte inesgotável de inspiração que é a Amazônia.

“Estou, aproximadamente há quarenta anos em plena produção artística, acumulei muitos prêmios desde das capas da lista telefônica Listel, a salões e concursos públicos de pintura, trabalhei muitos anos produzindo cenários no projeto 5ª Cultural do Basa, Banco da Amazônia e com diversas exposições em várias capitais do Brasil. Atualmente fiz uma escultura ‘Monumento ao Garimpeiro’, lá em Campo Novo no centro Sul de Rondônia e, estou na coprodução de lançamento do projeto “Partes Das Artes – arte por toda parte” em parceria com o produtor artista visual João Zoghbi, projeto este, que busca através das artes, contribuir com a qualidade de vida de nossa cidade e do nosso planeta, que terá seu lançamento no Porto Velho Shopping o mais breve possível ainda neste ano”, enfatizou Cruz.

Da coleção ‘Olhos da Mata’, acrílico s/ tela, recortada e vasado sobre aro

Nos anos 1980, externou um dos maiores projetos pessoais nas artes plásticas, se inseriu no projeto do SESC ‘Grito de Cantadores’ onde visava homenagear os músicos que o festival exaltava em suas apresentações das bandas regionais, daí veio a inspiração de produzir pequenas estatuetas de ‘massa epóxi’ com expressão de músicos percussionistas.

Apesar de poucas pessoas terem tido o prazer de ver as peças ao vivo, porque logo em seguida foram participar do Festival de Cultura na Bienal em São Paulo representando Rondônia e lá ao serem expostas no salão de exposições da Bienal, todas as peças antes mesmo da inauguração foram furtadas, apesar de ser ressarcido financeiramente, sabe-se que não se paga a decepção do artista.

Ainda podemos mostrar fotos antigas (foto abaixo) de algumas peças nessa edição, mas vamos lembra de coisa boa, de que essa coleção foi a precursora das artes plásticas na forma de esculturas que nos representou, num Festival de Cultura, além fronteiras de Rondônia e, apesar dos pesares nos representou muitíssimo bem.

Tive a oportunidade de sugerir ao artista Cruz, que ele, como autor, poderá reproduzir as mesmas expressões, até mesmo com outra matéria-prima, pensando bem, ele aceitou e tá se programando seriamente em reproduzir à coleção. “Há muito que estou pensando nisso, vou reproduzir sim, vale à pena, essas peças do ‘Grito de Cantadores’ nos trás boas lembranças e são maravilhosas”, concluiu Cruz.


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