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Diário da Amazônia

Bancários de RO realizam ato em defesa dos bancos públicos

O protesto aconteceu em frente a matriz da Caixa Econômica Federal, no Centro de Porto Velho.

Por Assessoria
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Publicado: 22/09/2017 às 07h15min

Manifestantes explicaram a importância dos bancos públicos

Os bancários de Rondônia promoveram, na última quarta-feira (20), ato em defesa dos bancos públicos brasileiros. O protesto aconteceu em frente a matriz da Caixa Econômica Federal, no Centro de Porto Velho, inclusive com distribuição de uma cartilha que mostra a importância de bancos como o Banco do Brasil, a Caixa, Banco da Amazônia, BNDES para o país.

Os bancários esclareceram aos clientes e usuários da Caixa – que esperavam a abertura da agência numa gigantesca fila – que sem os bancos públicos a sociedade será prejudicada com a extinção sumária dos mais importantes programas de desenvolvimento social, como o Fies (financiamento estudantil), Minha Casa, Minha Vida (habitação), Pronaf (agricultura familiar), além do fim do financiamento de muitas obras de infraestrutura para o País e para fora dele – que gera milhões de empregos aos brasileiros.

“Sem os bancos públicos quem vai sofrer é a população, os municípios, os Estados, o País inteiro, pois os bancos privados não estão interessados nos projetos sociais, já que visam apenas o lucro e nada mais. Em momentos de crise foram os bancos públicos que não deixaram o Brasil ir à falência, a exemplo da crise internacional de 2008, quando os bancos públicos, diferente dos bancos privados, reduziram os juros e aumentaram a oferta de financiamentos e, com isso, conseguiram impedir que o impacto da crise econômica que atingiu o mundo fosse tão danoso para a população brasileira”, detalhou José Pinheiro, presidente do Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (Seeb-RO).

O dirigente explicou ainda que são inverdades o que dizem sobre os financiamentos do BNDES para países estrangeiros, como se o banco fizesse financiamento para fora em vez de aplicar os recursos no próprio país.

“Os empréstimos feitos pelo BNDES para países em desenvolvimento além de ter um índice zero de inadimplência, ainda promovem o desenvolvimento para dentro do País, já que como contrapartida, os países que recebem estes recursos são obrigados a comprar os equipamentos produzidos no Brasil e adotar a mão de obra brasileira”, disse.



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