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Unir debate os impactos das PCHs

Seminário ocorreu em duas etapas; Estudos contaram com a participação de instituições.

Por Wilson Neves Diário da Amazônia
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Publicado: 07/07/2017 às 05h10min

Durante o evento houve a exibição de um curta-metragem, palestras e mesa redonda

Os impactos ambientais das Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), em terras indígenas de Rondônia foram debatidos em Seminário promovido na Universidade Federal de Rondônia (Unir) Campus de Ji-Paraná com a participação de docentes, representantes da Sociedade Civil Organizada, Ministério Público Federal, Secretária de Desenvolvimento Ambiental (Sedam) e acadêmicos dos cursos de Engenharia Ambiental e Licenciatura em Educação Básica Intercultural.

“É extremamente importante debatermos quais são os reais impactos provocados por pequenas centrais hidrelétricas em Rondônia e na Amazônia, pois além dos impactos positivos temos também os impactos negativos, e nós precisamos dimensionar isso”, disse João Gilberto coordenador do Seminário.

O seminário foi dividido em duas etapas, sendo a primeira de 30 de junho a 01 de julho na Terra Indígena Rio Branco, em Alta Floresta e a segunda etapa nos dias 03 e 04 no Campus da Unir. “O que temos aqui é um debate bem amplo sobre a remoção de algumas comunidades, alagação de grandes áreas, geração de gás metano, impactos em comunidades indígenas e ribeirinhas. A ideia é discutir esses impactos que ocorrem em relação a esses empreendimentos. Precisamos repensar políticas publicas e saber para onde vamos”, afirmou João Gilberto.

Durante o seminário houve a exibição de um curta-metragem, palestras e mesa redonda sobre: Aspectos e Impactos Ambientais das PCHs; Relevância das Terras Indígenas para o Ecossistema; Empreendimentos Hidrelétricos e Desenvolvimento Local e Aspectos Antropológicos do Projeto da Usina Hidrelétrica Tabajara.

“É importante esse debate, já que raramente ocorrem debates de forma, na qual tiramos dúvidas sobre os impactos PCHs. Do jeito que os projetos são executados, não tem a participação dos povos indígenas e nem comunidades tradicionais. O que nós queremos é que sejamos consultados também e que haja ações para reduzir esses impactos”, declarou Heliton Gavião, representante do Povos Indígenas.

Para o procurador do Ministério Público Federal, Alexandre Ismail Miguel, as demandas são grandes nesse contexto, é preciso ações dessa natureza para debater com seguimentos da sociedade. “A discussão que está sendo feita é sobre o correto licenciamento e dimensionamento dos impactos ambientais. Uma PCH isoladamente tem um impacto menor que um conjunto de PHCs. O que estamos estudando aqui, é a possibilidade de ter uma visão diferenciada de acordo com impacto integrado na bacia ambiental”, explicou Alexandre, dizendo que é preciso “levar em conta não somente os aspectos de Legislação, mas também aspecto ciência ambiental, recursos ambientais disponíveis e costumes das comunidades tradicionais”.



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