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    Política

    A importância dos Pequenos Negócios para Rondônia

    Segundo a Pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM) – Empreendedorismo no Brasil, realizada anualmente pelo Instituto Brasileiro da..

    Por Samuel de Almeida
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    Publicado: 23/08/2019 às 11h42min

    Segundo a Pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM) – Empreendedorismo no Brasil, realizada anualmente pelo Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade, em parceria com o Sebrae e apoiado pela Universidade Federal do Paraná e que mede o grau de empreendedorismo há duas décadas no mundo, um dos grandes sonhos do brasileiro é justamente ter o seu próprio negócio. Em um momento em que se sobressaem iniciativas de empreendedorismo por necessidade, em detrimento ao empreendedorismo por oportunidade, vale a pena nos debruçarmos um pouco sobre a força das micro e pequenas empresas.

    Em Rondônia, estamos falando de um universo de quase cem mil pequenos negócios, entre Microempreendedores Individuais, Microempresas e Empresas de Pequeno Porte. É o maior tecido empresarial em atuação no estado, capaz de gerar milhares de empregos diretos e indiretos

    Se considerarmos os produtores rurais também como empresas (e eles o são), elevamos ainda mais a relevância dos pequenos dentro do contexto econômico de Rondônia. Não é possível considerarmos o desenvolvimento econômico sem que tenhamos um olhar especial para o pequeno negócio.

    Tome-se como exemplo, um pequeno produtor de leite, com sua pequena propriedade rural, distante algumas centenas de quilômetros da sede do seu município. Pois bem, para que ele consiga uma melhor performance e alcance um nível de produtividade que contemple uma gestão financeira de sua fazenda de maneira mais saudável e, consequentemente, tornando-se mais competitivo é preciso entender a propriedade como uma empresa. Lançando mão das ferramentas como custos de produção, fluxo de caixa, balanço patrimonial, rotatividade de pastagens, boas práticas de manipulação e fabricação, além de conhecimentos de melhoramento genético, entre tantas outras, o produtor poderá manter um plantel mais saudável, poderá adquirir mais insumos, eventualmente contratará mais mão de obra, poderá comercializar com o poder público seus produtos e, consequentemente, gerará mais dividas e oportunidades, tanto para o município, como para o estado, num verdadeiro ciclo virtuoso benéfico a todos.

    É preciso ter um foco na excelência da gestão e isto não está relacionado apenas a empresas de grande porte. O pequeno pode e deve ter apoio na sua caminhada e, para isso, é fundamental que políticas públicas sejam aplicadas para favorecer, simplificar, apoiar, e ampliar a oferta de micro e pequenas empresas no Brasil e em Rondônia.

    O autor é administrador, pós-graduado em Gestão de Projetos FGV/SP e Desenvolvimento de Liderança pela Fundação Dom Cabral e atualmente é Diretor Técnico do Sebrae em Rondônia



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