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Bebê dado como morto é achado chorando 5h depois no necrotério

O menino tinha apenas 48 dias. Após ter a morte atestada, foi achado com vida por um agente funerário.

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Publicado: 15/01/2020 às 09h15min

Theo Schoenacher Sant’anna, um bebê de 48 dias, foi declarado morto pelo hospital Unimed em Foz do Iguaçu (PR). O atestado de óbito declara que Theo morreu por causa de broncoaspiração às 16h30 do último domingo (12/01/2020). O agente funerário responsável por recolher o corpo, porém, encontrou a criança chorando, cinco horas depois, no necrotério do hospital.

Foto: Divulgação

Gabriela Schoenacher Moraes, a mãe de Theo, disse que o bebê foi levado para o hospital por sentir desconforto abdominal e refluxo após ingerir uma fórmula à base de leite em pó, receitada pelo pediatra para ajudar a ganhar peso. “Ele estava tomando soro no meu colo e de repente começou a chorar muito de dor e apagou no meu colo, parou de respirar”, relatou Gabriela sobre o momento. Depois disso, a equipe médica tentou fazer a reanimação de Theo por 40 minutos, mas acabou declarando a morte do bebê.

Mas algum tempo depois a família recebeu a notícia de que o filho estava vivo. “ Achei que era um erro, que era o prontuário de outro bebê, mas quando chegamos na Unimed realmente vimos que era o nosso filho. Eles tinham trocado o plantão e os médicos tinham entubado e estavam tentando aquecê-lo, porque ele estava muito frio”, afirmou a mãe de Theo.

A família decidiu transferir Theo para o Hospital Ministro Costa Cavalcanti, onde foi internado na UTI. Segundo o próprio hospital particular, Theo deu entrada às 22h48 após ser levado pelo Samu.

Theo morreu na manhã de segunda-feira (13/01/2020) após sofrer duas paradas cardíacas.

Os pais da criança foram à delegacia da Polícia Civil do Paraná para registrar um boletim de ocorrência.

Posição Unimed
A Unimed Foz do Iguaçu divulgou uma nota afirmando que a situação é “inédita” na história da cooperativa. A empresa disse também que está reunindo todos os esforços para “esclarecimento dos fatos” e para que não haja nenhuma “conclusão precipitada” ou “julgamentos indevidos” sobre os profissionais que atuaram no caso.

Por fim, informou que as conclusões serão noticiadas e está disposta a prestar “todo o apoio a seu alcance” à família. Ressalta, ainda, que se coloca à disposição dos órgãos competentes para que os fatos sejam elucidados.

Fonte: Paraná Portal



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