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SAÚDE

Desesperado, enfermeiro pede socorro por Guajará-Mirim

O enfermeiro alerta da contaminação dentro da unidade que está cheia de paciente positivo para Covid-19

Por Redação Diário da Amazônia
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Publicado: 27/05/2020 às 09h20min | Atualizado 27/05/2020 às 15h10min

Desesperado, enfermeiro pede socorro por Guajará Mirim
Reprodução Youtube

Servidores e profissionais de saúde do hospital público de Guajará-Mirim estão em desespero. Em vídeo distribuído em mídias sociais, um servidor que se identifica como enfermeiro Ronaldo pede ajuda e diz que todos trabalham por honra e amor à profissão, mas os riscos são enormes. Ele conta que falta insumos e aparelhos essenciais para atender as vítimas de Covid-19. A prometida ajuda do governo estadual não chegou em proporção suficiente para mudar a situação. Pede do prefeito um prazo para resolver o problema e dá sugestões para ‘improvisar’ até que haja solução definitiva.

O enfermeiro alerta da contaminação dentro da unidade que está cheia de paciente positivo para Covid-19 e não tem isolamento. Segundo explica, todos os pacientes se misturam e isso vem elevando a contaminação da população. “Eu venho falar, meu Deus, nós precisamos disse, gente? Eu estou fazendo isso por que fiz um juramento de ajudar a salvar a vidas, e a gente corre risco de ser contaminado lá, que está tendo infecção cruzada”, clama em tom desesperado.

A Assembleia Legislativa aprovou a intervenção na saúde pública municipal de Guajará-Mirim, mas segundo o enfermeiro Ronaldo, a ajuda do estado deu apenas para contratar mais três técnicos e enfermeiros mas não é o suficiente. Diz que falta coisas básicas como “balde de lixo com pedal para não ter contato o lixo hospital, não tem sala não tem sala de isolamento, não tem aquelas lâmpadas de emergência que coloca na marca”. Um blecaute de energia elétrica aumentou o desespero dos profissionais porque o hospital não tem conjunto gerador.

O profissional de enfermagem também clama por ambulância e pede ao governo estadual que envie uma mesmo que emprestada para ajudar a salvar vidas. Pede também por marca, aparelhos respiradores e conjunto gerador reserva. Finaliza dizendo que os profissionais estão aflitos e desesperados porque convivem com o drama da população sem poder fazer nada por não ter condições mínimas.

Veja o vídeo na íntegra:



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