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Mais de 300 pessoas vítimas de rede elétrica

No ano passado, 31,8% das mortes envolvendo contato com fios da rede elétrica aconteceram na construção civil. Um levantamento feito..

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Publicado: 12/08/2014 às 13h36min | Atualizado 16/04/2015 às 00h46min

Acidentes fatais foram ocasionados  por ligações elétricas cladestinas

Acidentes fatais foram ocasionados por ligações elétricas cladestinas

No ano passado, 31,8% das mortes envolvendo contato com fios da rede elétrica aconteceram na construção civil. Um levantamento feito pela Associação Brasileira das Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee) mostrou que mais 12,9% dos acidentes fatais foram causados por ligações elétricas clandestinas, 5% por podas de árvores de maneira indevida, 4% foram resultado de instalações de antenas de televisão perto dos fios e outros 4% por brincadeiras com pipas. No total, 317 pessoas morreram em 2013.

De acordo com o presidente da Abradee, Nelson Leite, os acidentes na construção civil acontecem principalmente em obras informais. No caso dos acidentes com ligações clandestinas, são registrados em grande parte nas periferias e em locais onde não há rede elétrica regularizada. “As pessoas que vão construir puxadinhos nos finais de semana, sem o devido cuidado, acabam encostando em um vergalhão na rede elétrica e sofrendo um acidente”.

A Abradee abriu hoje ontem a 9ª Semana Nacional da Segurança da População com Energia Elétrica, promovida anualmente pela associação. Neste ano, o objetivo é alcançar 120 milhões de pessoas, com peças publicitárias, palestas em escolas e canteiros de obras e divulgação de informações nas contas de luz. Para Leite, a falta de informação e conscientização sobre os riscos são as principais causas dos acidentes.
O presidente da Abradee disse que os empréstimos liberados até agora para as empresas serão suficientes para cobrir despesas com geração de energia por usinas termelétricas e com a compra de energia no mercado para garantir o suprimento até o fim do ano. Na semana passada, o governo anunciou um novo empréstimo para as distribuidoras de energia, de R$ 6,6 bilhões, além dos R$ 11,2 bilhões que já haviam sido liberados.



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