Porto Velho/RO, 21 Fevereiro 2020 11:47:37
Saúde

Mulher descobre que tumor fatal era verme gigante no fígado

Paciente diagnosticada com câncer terminal estava anêmica, perdeu 11 kg, teve problemas digestórios e para dormir: 'Me preparei para o pior'

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Publicado: 21/02/2020 às 10h58min | Atualizado 21/02/2020 às 11h47min

Foto: Reprodução/Daily Star

A mulher acima foi diagnosticada com um tumor fatal no fígado, o que lhe daria apenas alguns anos de vida pela frente. No entanto, o raro carcinoma que acredita ter era na verdade um verme gigante alojado no órgão.

Segundo o tabloide britânico Daily Star, Cassidy Armstrong, 36, vive em Alberta, no Canadá. Durante anos, ela sofreu com dores no lado direito do abdômen, mas exames de sangue e de raio-x não mostravam nada de anormal na paciente.

Mesmo assim, os sintomas pioraram em 2019: Cassidy ficou anêmica, perdeu 11 kg, teve problemas digestórios e dificuldades para dormir. Após um exame de ultrassom, médicos descobriram uma massa gigante no fígado da canadense.

E o disgnóstico foi devastador: carcinoma fibrolamelar, um câncer de fígado raro que afeta pessoas com menos de 40 anos. “Estava me preparando para o pior”, revelou Cassidy em entrevista ao programa Today, do canal norte-americano NBC.

Com receio de que o tumor se espalhasse, especialistas decidiram levá-la à mesa de cirurgia. A paciente teve o crescimento removido, junto com a vesícula biliar, dois terços do fígado e alguns nódulos pulmonares.

Dias após o procedimento, alguns testes relativos ao procedimento chegaram e mostraram que o sofrimento de Cassidy não era devido a existência de um tumor. Tratava-se de um parasita.

Uma longa tênia echinococcus multilocularis estava enrolada no fígado da canadense. Esse verme provoca uma rara doença chamada equinocose alveolar. Apesar de não ser fatal, Cassidy terá que tomar medicamentos por toda a vida para tratá-la.

A equinocose alveolar é transmitida por meio do contato com raposas, coiotes, cães ou gatos que comem roedores selvagens. Caçadores e veterinários são mais suscetíveis à doença.

Não é o caso de Cassidy, que mantém outras ocupações. Mas, ela acredita que possa ter contraído a tênia durante o antigo emprego, quando consertava máquinas agrícolas.

Fonte: Hora 7



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