Porto Velho/RO, 17 Agosto 2020 08:41:39

JoséLuiz

coluna

Publicado: 16/08/2020 às 00h01min | Atualizado 17/08/2020 às 08h41min

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Porteiras abertas para o rebanho rondoniense 

Até que enfim, o Ministério da Agricultura reconheceu o esforço técnico e os investimentos do governo de Rondônia, ao oficializar como..

Até que enfim, o Ministério da Agricultura reconheceu o esforço técnico e os investimentos do governo de Rondônia, ao oficializar como área livre de febre aftosa sem vacinação, o rebanho bovino deste estado, puxando na esteira o Acre e parte de Mato Grosso e Amazonas. Foi um avanço importante, contudo ainda resta cumprir alguns protocolos complicados para que a carne de Rondônia, Acre, bem como as de partes de Mato Grosso e Amazonas, sejam de fato comercializadas no exigente Mercado Comum Europeu. Para estes estados, obter o reconhecimento pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como livre de febre aftosa sem vacinação, pelos técnicos da Comunidade Européia, protocolos terão que ser cumpridos para que os negócios comecem a fluir a partir de março de 2021. As porteiras foram abertas. 

Valores importantes 

Quase sempre passa despercebidos os valores importantes da participação das principais culturas em Rondônia impulsionadas pelo agronegócio. No Valor Bruto do Produto (VBP), a pecuária de corte neste estado representa 57%, a soja 13%, o milho 6,6%, o café 6,3%, o leite 5,1%. Estas são as culturas que mantêm em alta a economia do estado, equilibrando com outros gêneros que compõem de um modo geral a formação de uma cesta básica. Oficialmente o estado de Rondônia é formado por 118.600 pequenas propriedades de até 240 hectares, 85%. 16.743 médios produtores rurais, entre 241 e 900 hectares, 12%, 4.186 grandes áreas acima de 900 hectares 3%. Estes números serão apresentados pelo Secretário Evandro Padovani, aos investidores no evento virtual organizado pelo Sebrae entre 22 e 24 de setembro. 

Tem mais amigo! 

Se você gosta de números vale a pena observar o crescimento da produção de soja em Rondônia de 2010 a 2019, a produção desta oleaginosa na terra de Rondon cresceu 212%. É isso mesmo. De 2018 a 2019 o aumento foi de 33%, isso significa uma safra de 1.201.219 toneladas. A produção de milho, saltou de 765.983 toneladas em 2018 para 954.201 em 2019, um crescimento de 25%. É bom lembrar que praticamente essas duas culturas são exportadas pelo valor do dólar. 

Apesar da crise não falta recursos 

Ao participar do programa “Campo e Lavoura” na Rede TV! O Superintendente do Banco do Brasil, Edson Lemos revelou que somente no mês julho após o anuncio do Plano Safra 2020/2021, foram liberados para agricultura familiar recursos da ordem de R$ 80 milhões, assim como R$ 30 milhões para agricultura de precisão. O Banco do Brasil projeta investir em Rondônia até o próximo Plano Safra, em 2021 R$ 1,7 bilhão. No Banco da Amazônia, recursos para os agricultores ligados ao PRONAF, estão sendo liberados normalmente.

Aos pequenos 

Na outra ponta da estrada, o Banco do Povo, atende em média 300 pequenos e micros-empreendedores rurais e urbanos com financiamentos que variam de R$ 300 a 3 mil. Estes recursos com apoio do governo do estado beneficiam aqueles produtores que estão fora da linha de crédito das grandes instituições financeiras. A equipe do presidente Manoel Serra, se desdobra de segunda a sexta-feira para atender essa faixa de clientes. 

Finalizando 

Não vamos sair gritando e nem arrancando os cabelos, pensando que tudo está perdido! Usar a máscara, não se expor de graça, andar na rua somente quando de fato for necessário já é meio caminho andado para evitar o coronavirus.


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sobre José Luiz Alves

Colaborador do Diário da Amazônia - José Luiz Alves, é jornalista. Apresenta aos sábados das 6h às 8h na Rede Tv Rondônia! o programa Campo e Lavoura, com informações ao homem do campo e produtores rurais, em cadeia com seis emissoras de rádios para todo o Estado de Rondônia.

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