Porto Velho/RO, 30 Junho 2020 15:52:00
Saúde

Porto Velho volta a fase 1 do decreto de calamidade

Somente os serviços essenciais podem funcionar e com entrega delivery

Por Redação Diário da Amazônia
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Publicado: 29/06/2020 às 15h21min | Atualizado 30/06/2020 às 01h34min

Porto Velho volta a fase 1 do decreto de calamidade (Foto: Roni Carvalho/Diário da Amazônia)

Em audiência virtual de conciliação com quatro horas de duração presidida pelo juiz Edenir Sebastião A. da Rosa, da 2ª Vara da Fazenda, ficou decidido que prefeitura de Porto Velho e governo estadual devem retomar o diálogo para decidir em consenso medidas para evitar o avanço do novo coronavirus e reduzir as mortes pela Covid-19.

A prefeitura pediu um novo lockdown de 14 dias alegando que não tem medicamentos para os pacientes internados para o tratamento da Covid-19. O governo do estado propõe voltar à Fase 1 do decreto, que autoriza apenas a abertura do comércio essencial com entregas delivery.

O acordo entre prefeitura e governo e como será o isolamento social para os próximos 14 dias deve será nunciado ainda hoje.

A audiência teve a participação do governador Marcos Rocha, prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves (PSDB), representantes do Movimento Pensar Rondônia, OAB, Tribunal de Contas, Ministério Público e representantes do comércio.

Gravidade

O juiz Ednir Rosa destacou que o motivo da audiência era buscar alternativas futuras para evitar a elevação de contaminação e de mortes. O magistrado também alertou as autoridades sobre o aumento da Covid-19 no interior do estado, o que acaba afetando o quadro geral da pandemia. Outra preocupação do juiz é que a pandemia tem apresentado dados mundiais muito diferentes, o que exige rigor no acompanhamento das decisões.

Falta remédios

A secretária municipal de Saúde, Eliana Pasini, explicou que a rede municipal está com 70 leitos nas UPAs para atendimentos de emergências. São 31 ambulâncias distribuídas nas unidades de saúde municipais da capital e dos distritos. Quanto aos servidores, o munícipio tem contratado pelo sistema emergencial, mas falta profissionais disponíveis para as contratações na quantidade necessária.

A equipe técnica da Secretaria Municipal de Saúde contestou o método de cálculo semanal de contaminação utilizado pela Secretaria Estadual de Saúde. As perspectivas diferenciadas prejudicam a interpretação e, como isso, as contaminações vem crescendo.
A Semusa também informou que diariamente são atendidos 700 pacientes de Covid-19 nas unidades da rede municipal e mais mil pacientes pelo Call Center. A falta de medicamentos é o maior desafio no momento. As indústrias não estão conseguindo atender a demanda nacional dos remédios adotados nos protocolos, principalmente os remédios utilizados para pacientes em estado grave de saúde.

Novos leitos

O secretário de estado da Saúde, Fernando Máximo, prometeu abrir mais 10 leitos de UTI no antigo Hospital Regina Passes e colocar em operação o Cero (Centro de Reabilitação de Rondônia), na Zona Leste. A taxa de ocupação de leitos de UTIs na capital é de 89,6%, e o governo também encontra dificuldade para contratar profissionais de saúde.

Veja o que pode abrir na fase 1:

a) açougues, panificadoras, supermercados e lojas de produtos naturais;
b) atacadistas e distribuidoras;
c) serviços funerários;
d) hospitais, clínicas de saúde, clínicas odontológicas, laboratórios de análises clínicas e farmácias;
e) consultórios veterinários e pet shops;
f) postos de combustíveis, borracharias e lava-jatos;
g) oficinas mecânicas, autopeças e serviços de manutenção em geral;
h) serviços bancários, contábeis, lotéricas e cartórios;
i) restaurantes e lanchonetes localizadas em rodovias;
j) restaurantes e lanchonetes em geral, para retirada (drive-thru e take away) ou entrega em domicílio (delivery);
k) lojas de materiais de construção, obras e serviços de engenharia;
l) lojas de tecidos, armarinhos e aviamento;
m) distribuidores e comércios de insumos na área da saúde, de aparelhos auditivos e óticas;
n) hotéis e hospedarias;
o) segurança privada e de valores, transportes, logística e indústrias;
p) comércio de produtos agropecuários e atividades agropecuárias;
q) lavanderias, controle de pragas e sanitização; e
r) outras atividades varejistas com sistema de retirada (drive-thru e take away) e entrega em domicílio (delivery);



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