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    Diário da Amazônia

    Soluções ambientais foram discutidas com sociedade de Ji-Paraná

    A logística reversa de lixo foi um dos pontos de discussão durante a realização da oficina que colheu opiniões de ambientalistas na..

    Por Secom
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    Publicado: 14/06/2019 às 16h11min

    A coleta seletiva de lixo é uma alternativa que vem sendo trabalhada com a população de Ji-Paraná em locais de aglomeração pública.(Fotos: Paulo Sérgio)

    A logística reversa de lixo foi um dos pontos de discussão durante a realização da oficina que colheu opiniões de ambientalistas na construção do Plano Estadual de Resíduos Sólidos (PERS), realizado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Ambiental (Sedam), na sexta-feira (14), na Câmara dos Vereadores de Ji-Paraná.

    A oficina do PERS em Ji-Paraná reuniu 194 pessoas representantes de várias cidades. (Fotos: Paulo Sérgio)

    O tema ganhou atenção especial devido ao destino incorreto de lixos como pneus, vidros, baterias e lâmpadas, por exemplo. “Esse material inservível deve retornar aos seus respectivos fabricantes e não ser desprezados em qualquer lugar como comumente vem ocorrendo nas cidades”, explicou sobre a logística reversa o moderador do evento, o geólogo José Trajano dos Santos, da Sedam.

    O ambientalista Bruno Carvalho defendeu proposta de criação de mecanismo para melhor destinar esse tipo de lixo. “Sim, o Estado, as cooperativas de catadores de lixo reciclável e a sociedade tem papel importante nessas discussões e encontrar soluções ambientais para resolver essa problemática”, disse Bruno Carvalho, um ferrenho defensor do meio ambiente em Ji-Paraná.

    Por meio de dinâmica de grupo, outros eixos temáticos foram postos à apreciação e sugestões para alinhar na proposta final do PERS. São eles: resíduos sólidos urbano, resíduos sólidos de saúde, resíduos sólidos da construção civil e de mineração.

    A coleta seletiva de lixo é uma alternativa que vem sendo trabalhada com a população de Ji-Paraná em locais de aglomeração pública. (Fotos: Paulo Sérgio)

    A elaboração do PERS de Rondônia tem a finalidade de disciplinar o destino correto do lixo. Legislação federal impõe às regiões metropolitanas o fim do lixão aberto até o ano de 2021. Nas cidades de até 500 mil habitantes, a lei tolera essa prática até o ano de 2022. Cidades com até 100 mil e 50 mil habitantes a situação deverá ser extinta até os anos de 2023 e 2024, respectivamente.

    Para cumprir a legislação, os técnicos da Sedam, por meio de três oficinas, conversam com os moradores com a finalidade de elaborar o PERS com maior eficácia em Rondônia. O evento em Ji-Paraná é o segundo realizado em Rondônia e envolveu representantes das cidades e respectivas regiões do eixo da BR-364 de Jaru a Pimenta Bueno, mais representantes da região da Zona da Mata e das cidades localizadas no Vale do Guaporé.

    A primeira oficina no início desta semana em Vilhena envolveu representantes de todo o Sul do estado. O próximo encontro será dia 17, em Porto Velho, e agregará atores da região do Vale do Jamari até Guajará-Mirim. Na capital, o local do evento será no auditório da  Faculdade São Lucas (antiga Ulbra), no mesmo horário, a partir das 8h.

    Na abertura do evento e representando o governador Marcos Rocha, o secretário regional de governo Everton Esteves enfatizou a importância popular nas discussões. “Recentemente o governo estadual ouviu a sociedade para elaborar o Plano Plurianual (PPA) que norteia as ações do governo nos próximos anos. O PERS é um indicativo para criação de novas políticas públicas ao meio ambiente”, disse o secretário regional.



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