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Capital

Tomate com feijão: a mistura de peso na cesta básica

Pesquisa da Unir aponta 4,64% de reajuste em março

Por Redação Diário da Amazônia
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Publicado: 05/04/2019 às 08h00min | Atualizado 05/04/2019 às 08h44min

O preço da cesta básica em Porto Velho teve aumento de 4,64% em março, impulsionada pelos preços dos produtos abastecidos por outros estados. Neste mês de março o principal vilão em porto velho foi o tomate com 13,33% de aumento, mas o feijão (apesar de apresentar sensível redução de -3,73%) continua sendo um peso no valor total da cesta básica porque o acumulado chegou a 174,86% de reajuste se comparando com o mesmo mês do ano passado.

A pesquisa mensal de preço da cesta básica em Porto velho, realizada pela Faculdade de Economia da Unir (Universidade Federal de Rondônia), no mês de março, ficou em R$ 370,12 ocorrendo um aumento de 4,64% na comparação com o mês de fevereiro, quando a cesta custava R$ 354,47. Os doze produtos da que compõem a cesta básica são pesquisados em diversos estabelecimentos comerciais da cidade de Porto Velho.

No acumulado dos doze meses do ano há um aumento nos preços de 16,43%. A cesta básica custa 16,22% a mais do que em março de 2018. Dos 12 produtos pesquisados, sete apresentaram aumento de preço em março quando comparado com mês de fevereiro, sendo: tomate 13,33%, pão 6,83%, óleo 4,33%, manteiga 4,15%, carne 4,08%, arroz 3,46%, banana 3,13%.

O equilíbrio que evitou maior impacto veio da redução de preços dos produtos: açúcar -3,76%, feijão -3,73%, leite -1,86%, farinha -1,03%, e o café -0,36%.

Em comparação com março de 2018, os produtores que tiveram aumento são: feijão 174,86%, arroz: 25,63%, tomate 24,69%, leite 16,78%, banana 10,98%, óleo 10,73%, pão 9,27%, manteiga 9,16%, açúcar 7,72%, e carne 2,15%.

Os produtos que tiveram queda nesse período de um ano foram a farinha 11,58% e o café -2,96%.

O feijão nosso de cada dia

O feijão, massa leguminosa preferida dos brasileiros, está se tornando produto nobre e tem consumidores buscando alternativas para substituir o produto do cardápio diário. Outros não abrem mão e fazem a pechincha para comprar por melhor preço. A família de Maria das Graças consume diariamente o produto. Com a constante variação do preço, a consumidora vem fazendo pesquisa para comprar onde está mais barato. “Não tem como comer sem feijão”, afirmou.

O gerente de supermercado, Antonio Prado, diz que o reajuste é conseqüência da alta nacional e acredita numa redução do preço quando chegar a safra do produto plantado aqui no estado. “O reflexo maior na cesta básica vem do tomate, feijão e de outros produtos não cultivados na região em quantidade que o mercado local consome”, explicou.

De acordo com o Ibrafe (Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses) alguns motivos da alta são a diminuição da área de plantio e o encarecimento da saca devido às questões climáticas nas regiões Sul e Sudeste, que são as maiores produtoras. A situação é grave. “Não temos feijão suficiente para atender à demanda”, afirma Marcelo Lüders, presidente do Ibrafe.

Os maiores produtores são os estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais. Com a diminuição das áreas ocupadas para sementes de milho no Noroeste de Minas Gerais a primeira reação é que quem não tem escape terá que plantar Feijão. Mas o reflexo dessa safra maior será somente para 2020.

Por que o feijão é essencial?

O feijão é um alimento usado desde há muito tempo pelos povos astecas, maias e incas. A combinação de arroz com feijão é típica da culinária do Brasil e da América Central. Geralmente, tal combinação acompanha carnes, verduras e tubérculos. Segundo o Ibrafe, a espécie mais comum no Brasil é o carioca, mas existem as espécies preto, rajado, vermelho, Tumucumaque, nova era, Mungo e grão de bico.

De acordo com a nutricionista Sirlene Santos, o feijão contém 21 aminoácidos essenciais para o organismo, elementos esses não encontrados juntos num mesmo alimento. Também é rico em ferro e seu consumo na combinação popular brasileira ‘feijão com arroz’ é fonte de sustância principalmente para quem requer mais força física. É o caso de trabalhadores que utilizam da força bruta em suas ocupações diárias.

A nutricionista disse que o produto pode ser substituído por outros, mas a recomendação é que a dieta seja determinada por um profissional da área nutricional para evitar danos á saúde. De acordo com as características físicas da pessoa, o nutricionista planeja o programa alimentar do paciente, respeitando os aspectos de sua individualidade para evitar deficiência de nutrientes, falta de carboidratos, excesso de gorduras e proteínas e efeito sanfona entre os resultados negativos possíveis.



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