Porto Velho/RO, 10 Dezembro 2019 15:13:18
    Saúde

    Agevisa alerta sobre riscos de venda de medicamentos pela internet

    Atividade cardiovascular e musculação auxiliam no emagrecimento, segundo o educador físico Thiago Rosa.

    Por Redação Diário da Amazônia
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    Publicado: 10/12/2019 às 15h04min | Atualizado 10/12/2019 às 15h13min

    Foto: Frank Néry

    Medicamentos comercializados nas redes sociais como emagrecedores podem oferecer riscos à saúde. O alerta é da coordenadora de Vigilância Sanitária da Agência Estadual de Vigilância em Saúde do Estado de Rondônia (Agevisa), Vanessa Ezaki, destacando que medicamentos só devem ser consumidos com prescrição médica. “As pessoas estão sendo enganadas comprando um medicamento como natural e que não é. Uma das substâncias contidas nestes produtos, que não são registrados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), é a sibutramina. Muitas vezes eles colocam no rótulo como suplemento alimentar isento de registro pela Anvisa, mas não são, pois todo suplemento que faz indicação terapêutica torna-se um medicamento. E se é um medicamento, precisa ser registrado. As pessoas estão sendo enganadas comprando um medicamento como natural e que não é”, adverte a coordenadora. 

    Entre os produtos proibidos está o FIT + MZT, cuja venda, distribuição, fabricação e propaganda, está proibida por medida cautelar, em todo território nacional, porque o produto apresenta constituintes não autorizados, sem comprovação de segurança de uso e com alegações de propriedades funcionais ou de saúde não permitidas para alimentos. De acordo com a coordenadora, a maior dificuldade para conter a venda destes produtos está no fato de que muitas vezes o fabricante burla a lei criando outra marca, com outra empresa, mas usando a mesma substância.

    Em Rondônia, a Agevisa tem atuado coordenando todas as 52 vigilâncias municipais do estado, alertando diariamente para o recolhimento destes produtos nos  comércios. “Porém, o que dificulta são os revendedores que utilizam a rede social pra comercializar. Nós atuamos fiscalizando no comércio e não na revenda na internet. Neste caso, a venda ilegal já é de conhecimento e a polícia está agindo, pois isto é crime. Quem está divulgando, fazendo propaganda, pode até ser preso por tráfico de drogas”, explica Vanessa Ezaki, acrescentando que as denúncias sobre a comercialização desses produtos podem ser feitas diretamente para as autoridades sanitárias locais ou para a própria Agevisa, por meio dos canais de atendimento da Agência.

    No mês de março, no município de Chupinguaia, no Sul de Rondônia, uma mulher de 34 anos morreu após ingerir medicamento que prometia emagrecimento. De acordo com a Lei 5.991/73, medicamentos só podem ser vendidos em drogarias, farmácias ou postos de medicamentos com responsabilidade técnica e assistência de um farmacêutico habilitado, ou seja, com farmacêuticos de plantão.

     

    Com informações da Secom-RO



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