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Cultura

Cineamazônia Itinerante Acre, Peru e Porto Velho

Depois de duas horas parados, o palhaço Cloro entrou em ação para levar um pouco de alegria aos viajantes e caminhoneiros que estavam parado

Por Assessoria
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Publicado: 06/08/2017 às 06h30min | Atualizado 17/11/2018 às 23h02min

O Palhaço Cloro resolveu descontrair a tensão dos motoristas com suas palhaçadas

Dificuldades na travessia da balsa após o distrito de Abunã fizeram a caravana chegar em Brasiléia (AC) às 4h da manhã, 15 horas depois da partida de Porto Velho.

A caravana do Cineamazônia partiu no final da manhã de quarta-feira (02) com uma van, um caminhão e 13 pessoas para levar cinema e arte ao Peru, Acre e distritos de Porto Velho.

Mas o pior estava por vir: por volta das 14h30, os veículos encontraram uma fila de quase cinco quilômetros para a travessia na balsa, logo após o distrito de Abunã. Depois de duas horas parados, o palhaço Cloro entrou em ação para levar um pouco de alegria aos viajantes e caminhoneiros que estavam parados por 20, 22 e até 24 horas.

Houve um pouco de tensão no ar, mas a alegria e o jogo de cintura entraram em cena para quebrar um pouco o gelo. “Estou aqui há 24 horas, parado, com fome, sede e sem tomar banho. Nenhum político vem aqui nos ajudar, nos dar apoio. Essa ponte está aí, devagar, quase parando e somos reféns dela. Todo mundo só quer saber do seu lado, enquanto os caminhoneiros ficam pra trás”, destacou Ronaldo Alves, caminhoneiro.

Quem também estava indignado com a demora era o companheiro de profissão de Ariquemes, Vanderlei Martins, que já estava parado há mais de 24 horas. “Ninguém entende nosso lado. A gente fica sem dormir, preocupado em roubarem a carga, mas o pior é os carros pequenos e ônibus passarem na nossa frente, achando que têm prioridade. Não é assim, desse jeito, bagunçado. A gente também é trabalhador. Queremos entregar nossa carga, voltar para casa e ver nossa família. A gente fecha a estrada, impede a passagem e as pessoas acham ruim. Não é por aí”, desabafou ele.

Cinco horas depois, por volta das 19h30, com muita conversa e risadas, os caminhoneiros entenderam o propósito e a tentativa de cumprir os prazos da comitiva. Somente aí, o Cineamazônia Itinerante conseguiu atravessar a balsa rumo a Brasiléia (AC), ponto de pernoite antes da chegada em Assis Brasil (AC), local da primeira exibição da itinerância.

Porém, ainda havia longos 450 quilômetros a serem percorridos entre o rio até a cidade acriana. Após o distrito de Nova Califórnia, os buracos atrasaram ainda mais a viagem. Tanto que a caravana do Cineamazônia só chegou a Brasiléia (AC), às 4h da manhã de quinta-feira (03).

Após algumas horas de descanso, toda a equipe seguiu no início da tarde do mesmo dia rumo a Assis Brasil para a primeira atividade do Cineamazônia Itinerante na concha acústica Soldado Marinho, às 19h30.

A 15ª edição do Cineamazônia tem o patrocínio do BNDES, Governo Federal, Ministério da Cultura, Secretaria do Audiovisual e da Lei Rouanet. Ainda tem o apoio cultural da Sejucel, Funcultural, Fecomércio e Sesc Rondônia. O Cineamazônia é associado ao Fórum dos Festivais e membro do Green Film Network. (Jornalista responsável: Felipe Corona)

Fotos:



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