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Capital

Invasão de escola deixa estudantes e professores em pânico

Suspeitos invadiram a escola Rio Branco e furtaram todos os alimentos da merenda escolar.

Por Redação Diário da Amazônia e A.I.
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Publicado: 02/04/2019 às 08h43min

Divulgação

Criminosos invadiram a escola Rio Branco, localizada no bairro Nossa Senhora das Graças em Porto Velho, no domingo (31), e furtaram todos os alimentos que estavam reservados para a merenda escolar. Os suspeitos também reviraram toda a unidade e destruíram o o sistema de alarme da escola, danificaram os vidros e o painel da sala dos professores.

Segundo uma professora que trabalha na escola Rio Branco há mais de 10 anos, que não quis se identificar, esse vandalismo pode estar associado as ameaças de morte que o diretor e uma professora estão sofrendo por parte de um aluno da escola. Segundo ela, a situação é assustadora e iniciou há duas semanas.

“A professora e o diretor denunciaram uma ameaça que esse aluno fez aos alunos do Ensino Fundamental há duas semanas e depois os pais do jovem, e o aluno começaram a ameaçar o diretor e a professora e gerou toda essa situação. O menino que fez essas ameaças ele já tem a ficha suja na justiça e o que acontece é que esse aluno não pode ser impedido de entrar na escola e nós estamos convivendo com essa situação. É horrível, não tá fácil”, disse a professora que não quis ser identificada.

De acordo com os docentes da escola, este caso que envolve os alunos do fundamental já está correndo na justiça, mas afirmaram que a maioria dos professores está assustada e se sentindo insegura devido ao aluno ainda poder entrar na escola. Os funcionários pedem providências à Secretaria Estadual de Segurança (Seduc), a justiça e da polícia para esse caso.

“Depois dessa invasão, nós não podemos voltar para a sala de aula e fingir que nada está acontecendo. Nós queremos chamar a atenção para esse caso. Gostaríamos que a polícia mantivesse uma patrulha aqui na escola e que tomasse providências em relação a esse aluno que está fazendo ameaças, como por exemplo, afastar esse aluno ou transferir para outra escola. Pedimos para que a Seduc também tome alguma providência”, conta.

Ainda conforme informam os professores, esse aluno que está fazendo as ameaças está no 1º ano e tem 17 anos mas não está frequentando as aulas. “Nós temos medo de ele entrar armado e tentar fazer alguma coisa. Ele ronda a escola”, relatou a professora. Três alunos do Ensino Fundamental que foram ameaçados pelo jovem de 17 anos saíram da escola.

Os professores querem apoiar o diretor e a professora e pedem ações de segurança para irem trabalhar com tranquilidade. Segundo a professora que relatou o caso, o diretor não pretende suspender as aulas. “Nós precisamos que uma patrulha da polícia fique aqui na escola 24h ou, pelo menos, no horário de aula para dar apoio e segurança à escola e para podermos trabalhar com segurança. Então hoje nós não estamos em condições psicológicas de dar aula”, declarou a professora.



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