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    Diário da Amazônia

    Nível do Madeira não deve passar dos 17,35 metros

    Defesa Civil diz que a possibilidade de a cota do rio chegar aos 18 metros está descartada.

    Por Redação Diário da Amazônia
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    Publicado: 21/03/2019 às 09h57min

    Nível do rio madeira se manterá entre 16,80 e 17 metros (Roni Carvalho – Diário da Amazônia)

    O nível do rio Madeira marcou 16,78 metros na manhã de ontem e baixou cerca de 50 centímetros desde a sua cota mais alta de 17,35, registrada nas duas últimas semanas, de acordo com o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) em Porto Velho. A tendência é que o nível do rio permaneça nas cotas atuais, pelo menos até a próxima semana. A cota deve ficar em torno de 16,80 e 17 metros.

    A previsão é que até o mês de abril aconteça um repiquete e o nível dê uma leve subida. “A expectativa do rio é que ele permaneça nessa estabilidade e na semana seguinte deverá voltar a subir, mas sem atingir cotas maiores atingidas nesse ano, que chegou no máximo de 17,35”, contou o engenheiro hidrólogo do CPRM em Porto Velho, Hérculys Castro.

    O principal fator para a queda do nível do rio Madeira é que as chuvas diminuíram na cabeceira do rio Beni, na Bolívia. Segundo o engenheiro hidrólogo, o rio Madeira atinge seu pico entre os meses de março e abril e recebe as águas dos rios Beni e Mamoré, com elevação e recuo de forma leve. “O rio Beni é um rio mais inclinado do que o rio Mamoré, e os que caem lá se transformam em vazão, é mais rápido, e o rio Mamoré não, ele desce de forma lenta. E o pico do rio Madeira e do rio Beni acontece até o final de março e começo de abril”, informou.

    De acordo com a Defesa Civil Municipal, a possibilidade do nível chegar até os 18 metros está descartada. “A equipe estava receosa porque o nível do rio Madeira estava subindo antes do previsto, esperado para o fim do mês, chegando a 17,35 já no começo de março e depois começou a reduzir e voltou ao normal e foi descartada a possibilidade de chegar até os 18 metros”, disse o gerente de operações da Defesa Civil, Rogério Félix.

    A cheia do rio Madeira deixou 706 pessoas desalojadas e 170 desabrigadas, conforme informou Rogério Félix. A tendência, se o rio continuar baixando, é que esse número de pessoas atingidas se estabilize nas próximas semanas.
    Na capital, a prefeitura já começou o serviço de recuperação dos trechos alagados na região central em decorrência do recuo do nível do rio. O tráfego na avenida Rogério Weber, trecho interditado entre as ruas João Alfredo e Jaci-Paraná, em decorrência da cheia do rio Madeira, já foi liberado. “No bairro Triângulo, no mercado do pescado, a água que estava passando por cima da galeria já baixou. O pessoal colocou cascalho e compactou, então as outras secretarias também estão fazendo a parte delas e continuamos fazendo o acompanhamento das famílias”, disse Rogério Félix.



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