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Nova temporada da peça ‘A Borracheira’ neste mês de março no Tapiri

A pesquisa tem como ponto de partida o livro: Seringueiros da Amazônia – Sobreviventes da Fartura, do professor doutor Nilson Santos

Publicado: 10/03/2020 às 18h22
Atualizado: 10/03/2020 às 18h23

O grupo ‘O Imaginário” retorna com nova temporada da peça “A Borracheira”, de 20 a 22 deste mês, às 20 horas, no Tapiri. A participação é gratuita.

Em cena, humanos despidos de seus gêneros narram memórias e interpretam histórias, que se passam no seringal em meio da floresta Amazônica. Buscando refletir o humano e suas relações, trazendo reflexões sobre temas importantes como a atuação das mulheres e o silenciamento de suas vozes, as questões de justiça e poder, além de questionar o próprio sentido da vida.

Experimentações dramatúrgicas e reflexões socioculturais suscitadas durante a pesquisa “Memórias poéticas: sobreviventes do crescimento das árvores”. Tendo como inspiração o caos e a fantasia que permearam os seringais às margens de rios de no Vale do Guaporé.

“A Borracheira” sintetiza as energias boas e ruins contidas nas histórias dos seringais com o intuito para transportar o espectador para outro universo, onde as sensações instigadas pelas histórias, movimentos e sons emitidos pelos corpos em cena são viscerais.

Elenco

O elenco é formado pelo ator: Edmar Leite e pelas atrizes: Zaine Diniz, Flávia Diniz e Taiane Sales, com Dramaturgia de Daniel Graziane, Dramaturgia sonora de Bira Lourenço, preparação corporal de Andréa Melo, preparação vocal e direção de texto de Babaya Morais (MG), Figurino: Zaine Diniz, execução de cenário: Ismael Barreto e Young Bloom, registro e programação visual de Ediér William e Direção, cenográfica e luz de Chicão Santos.

Sobre o Projeto

Projeto Memórias Poéticas: Sobreviventes do Crescimento das Árvores, contemplado pelo edital Rumos 2017/2018. Estudo e pesquisa cênica de narrativas de mulheres que viveram e vivem em ambiente extremamente hostil e dominados pelo “pensamento-homem” nos seringais do Vale do Guaporé, no Estado de Rondônia.

A pesquisa tem como ponto de partida o livro: Seringueiros da Amazônia – Sobreviventes da Fartura, do Professor Doutor Nilson Santos, com construção dramatúrgica de Daniel Graziane, pesquisa sonora e manipulação de sons de Bira Lourenço, baseados em processos já iniciados ao longo dos últimos anos no O Imaginário e ainda a colaboração de Nilson Santos, Elisabete Christofoletti e Nilza Menezes.

Finalizando num espetáculo contemporâneo, abordamos temas importantes como as questões de justiça e poder, relação de gênero e o universo feminino, bem como uma reflexão do próprio sentido da representação cênica e da atuação das mulheres.

O estudo, a pesquisa e a montagem, em si, buscam qualidades teatrais e excelências artísticas, valorizando a dramaturgia regional numa leitura contemporânea, contribuindo para o aprofundamento estético no trabalho. Visa ainda colaborar diretamente para o exercício da diversidade cultural, a começar por uma ação cênica distinta em Rondônia.

O projeto quer gerar trocas profissionais artísticas e intercâmbios necessários a isso, visando também à formação de público, renda aos artistas participantes e fortalecimento do teatro da Amazônia.

Conheça “O Imaginário”

Desde sua criação em 2005 a principal ação do O Imaginário é discutir o teatro, o público e a cidade, ação estratégica para o desenvolvimento de conceitos que asseguram a luta por um teatro insurgente e pela promoção do acesso do cidadão a arte como um direito social.

O Imaginário luta para manter viva as suas práticas de levar o teatro em todos os lugares, promover trocas com outros coletivos e compartilhar estudos, pesquisa e investigação, inovando e transgredindo a relação do teatro, mantendo o fortalecimento do fazer teatral no panorama Amazônico.

O Imaginário assume um lugar de destaque em suas pesquisas e em seus projetos. Em 2010, pelo Palco Giratório, do SESC, com o espetáculo Filhas da Mata, circulou por mais de 20 cidades brasileira, 12 Festivais, compartilhando nas experiências com diferentes grupos e pessoas. Em 2012 participou da VII Mostra Latino Americana de teatro de grupos, com foco: a mulher na cena, organizada pela Cooperativa Paulista de Teatro. Realizou outras grandes circulações: em 2007, pelo Prêmio Funarte Petrobras, nos estados de Rondônia, Acre e Mato Grosso e 2010 uma Jornada pelos Rios da Amazônia, saindo de Porto Velho e finalizando em Manaus.

Já em 2013 foi realizada a Caravana denominada “Pelos Trilhos de Rondon 100 anos de história” (17 cidades de Rondônia e Mato Grosso) aprovado no Prêmio Myriam Muniz de Teatro 2012 e no mesmo ano, com enorme sucesso foi realizada, nas cidades de São Luís (MA) e João Pessoa (PB), a circulação do espetáculo: Varadouro, selecionado pelo Edital Programa Petrobras Distribuidora de Cultura 2013/2014. Além de circular, mantém em seu espaço uma escola livre de formação de jovens artistas, promove residências artísticas com coletivos de outras regiões e recebe oficinas e espetáculos.

Esteve presente no Seminário Funarte de Residências Artísticas, no Rio de Janeiro e no programa Rumos Legado Teatro, do Instituto Itaú Cultural, participando da mesa O Teatro de Rua e o Teatro na Cidade, em São Paulo, no mês de novembro/2014. Selecionado no Prêmio Funarte de Fomento ao Teatro 2014/2015, com o projeto Manutenção de Atividades do TAPIRI. Fez a circulação pelo Projeto Sesc Amazônia Das Artes 2016 em 10 capitais da Amazônia Legal.

Foi selecionado e circulou pela segunda vez no Palco Giratório por 38 cidades, nas 05 regiões do País, em 2018. Foi selecionado pelo Edital SESC de Artes Cênica, para montagem e circulação do espetáculo: Que Palhaçada é Essa?, com circulação nas cidade de Porto Velho, Nova Mamoré e Guajará-Mirim (2019).

Serviço

Espetáculo A Borracheira

Classificação: 14 anos

Data: 20, 21 e 22 de Março de 2020

Horário: 20 horas

Entrada – Ingressos com contribuição espontâneo

Local: Tapiri – O Imaginário – Rua Franklin Tavares, 1353, Bairro Pedrinhas – Porto Velho – Rondônia

Contato: 69 99979 0048

Fonte: Assessoria

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