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Polícia

Polícia caça foragidos acusados de pertencer a facções criminosas

A polícia Civil do Estado de Rondônia, promove verdadeira ‘caça’ a dois irmãos acusados de integrarem uma rede de pistoleiros..

Por CNR
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Publicado: 18/07/2019 às 16h52min

A polícia Civil do Estado de Rondônia, promove verdadeira ‘caça’ a dois irmãos acusados de integrarem uma rede de pistoleiros contratados por fazendeiros e madeireiros que atuam no Vale do Jamari. Eles são suspeitos de integrarem ‘facções criminosas’ do Norte e nordeste.

De acordo com a ocorrência de número 1254446 /2019, do dia 15 deste mês, os irmãos Marcos Antônio e Antônio Marcos, foram acusados por um sitiante da Localidade Taboca, no Projeto de Assentamento Flor do Amazonas de responsabilidade do INCRA de ‘tocarem o terror nas áreas de sítios e chácaras’. Além de balneários do Rio Candeias’.

Contra Marcos Antônio, segundo o denunciante – que não teve a identidade revelada temendo represálias – pesa sobre ele, denúncias de assalto à mão armada, roubo de um celular, dinheiro e objetos pessoais, bem como um segundo roubo a uma sitiante da Linha do Caju, na zona rural da cidade de Candeias.

Na Estrada do (Taboca), a Polícia obteve a informação na segunda-feira, 15, que os irmãos teriam sido contratados por gerentes de duas fazendas na região e que a dupla estaria acampada num dos flutuantes dos fazendeiros à beira do Rio Candeias. Marcos e Antônio Marcos seriam foragidos da Justiça do Estado do Ceará.

Depois de se ajoelhar para não morrer, sob a mira de uma espingarda calibre 12, o agricultor que denunciou os irmãos supostamente vindos do Ceará, teve subtraído um celular, dinheiro e outros objetos de menor valor, mas, ao entregar os pertences teriam recebido a mensagem de que ‘o doutor, lá, do INCRA não manda nada aqui, no Assentamento Flor do Amazonas, já que as terras são dos doutores advogados’. O acusado, durante o assalto, não declinou os nomes dos supostos advogados ou médicos fazendeiros, que supostamente, teriam sido contratados os irmãos procurados pela Polícia Civil de Candeias.

Em outra ocasião, famílias confirmam ter recebidos uma carta detalhando a ação à qual os irmãos teriam sidos contratados para realizar a empreitada na região, cujas terras pertenciam à antiga Fazenda Urupá e que, supostamente, Seriam desmembradas do PA Flor do Amazonas. Porém, o Juízo da 7ª Vara Cível entende como pertencentes à inexistente Fazenda Rio Candeias e ao ex-servidor do INCRA estadual, Lenil José Sobrinho, Hessa Karla Palácio da Silva e a Luís Henrique.

Por força dos relatos dos assentados do PA Flor do Amazonas, agora, também, encaminhados ao Ministério Público Federal (MPF), na Capital, a Polícia Civil durante o pedido de instauração de Inquérito recebeu informações de que num dos flutuantes dos fazendeiros, os irmãos Marcos e Antônio Marcos disporiam de um arsenal composto de espingardas calibres 12, 20 e 16, além de dois rifles calibre 38 e 22 (com mira telescópica) e muita munição.

Sobre a questão dos novos litígios protagonizados por conhecidos fazendeiros, agora, beneficiados por grandes faixas de terras férteis em decisões polêmicas atribuídas ao Chefe da Divisão de Recursos Fundiários do INCRA, preso durante a ‘Operação Terra Limpa’ da Polícia Federal, em 2005, em Rondônia (ele teve o nome preservado porque a Reportagem espera a manifestação do Ministério Público Federal), esse servidor do órgão foi visto várias vezes dentro das fazendas dos acusados, entrando e saindo, em veículo próprio e não em carro oficial do INCRA.



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