Porto Velho/RO, 12 Dezembro 2019 04:38:31

    SolanoFerreira

    coluna

    Publicado: 05/09/2019 às 18h38min | Atualizado 06/09/2019 às 16h36min

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    COLUNA DO SOLANO: A vida virtual e a depressão

    Nunca houve registro na história da humanidade de que o ser humano tenha vivido tão deprimido quanto nos tempos atuais. E não era para..

    Nunca houve registro na história da humanidade de que o ser humano tenha vivido tão deprimido quanto nos tempos atuais. E não era para ser assim, num mundo tão moderno e tão cheio de novidades. Mas é justamente isso que vem consumindo o indivíduo e mesmo que esteja numa grande rede social, sem limites jamais vistos, a pessoa humana está se perdendo nesse universo e vivendo a solidão do afeto e da confiança.

    A solidão atual é semelhante àquela vivida por pessoas de alto poder econômico ou social, que mesmo convivendo diariamente com incontáveis pessoas, permanecem num pequeno casulo onde se pode contar nos dedos os que de fato são amigos. Solidão como a vivida por grandes astros que se afundam nos vícios para fugir da dura convivência solitária. Semente ainda com os reis que dominaram nação, porém pouco gozaram do poder estando trancafiados nos gigantes castelos.

    A solidão atual é nefasta. Todos compartilham de tudo e isso aumenta a sedução e a inveja. Na mesma instantaneidade que a pessoa pode ser amada; pode ser rejeitada. A pressão social é tamanha que chega causar opressão. Um sufocamento social que angustia gente de qualquer idade ou classe social.

    As razões podem ser diversas, mas o resultado é único: solidão aliada a depressão. Veneno mortífero que afeta o lado mais íntimo e sensível do indivíduo. A alma dorida é o maior dos lamentos, capaz de tirar o indivíduo de sã consciência e levar ao mais profundo abismo. E o pior, essa vontade de ser percebido faz com que deixe para trás dores muito maiores, que o tempo não pode cicatrizar.

    Na era virtual onde tudo é instantâneo e a vida se tornou numa grande vitrine mundial, o indivíduo está mais só, querendo mais do próximo, e não consegue se quer definir o que causa tamanho vazio. Viver mais com as pessoas é melhor do que viver mais com as coisas. Maispresença real é fundamental na era da solidão virtual.


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