porto velho - ro, 12 Setembro 2019 18:40:43
    Diário da Amazônia

    Ar seco, fumaça e a falta de controle às derrubadas e queimadas.

    A seca deste ano está apavorante. Sem uma gota de chuva a sequidão tem causado muitos transtornos. Os poços em Porto Velho estão..

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    Publicado: 17/08/2019 às 11h51min

    A seca deste ano está apavorante. Sem uma gota de chuva a sequidão tem causado muitos transtornos. Os poços em Porto Velho estão secando devido ao lençol freático estar muito baixo. Tirar água de poço somente abaixo de 13 metros. Em alguns pontos da cidade já há relato de água a 15 metros de profundidade. O negócio já está até inflacionando a mão-de-obra especializada. Quem fura ou limpa poço cobrava em média R$ 100,00 por metro, e nesse período o valor dobrou. Não se acha poceiro (profissional que cava poço) que cobre menos de R$ 200,00 o metro. 

    Outro problema que a população vem enfrentado é que além do lençol freático estar baixando cada vez mais, a Caerd (Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia) não vem dando conta do serviço. Os racionamentos de água pela rede de abastecimento é freqüente e só se ouve reclamações de usuários desesperados com a falta d´água. A empresa nada diz e os constantes racionamentos pegam de surpresa famílias e empresas que ficam com as torneiras à seca. 

    O rio Madeira também está afetado. Os pedrais já surgiram atrapalhando as navegações. Há relatos de que muitas embarcações estão encalhando porque os canais de navegação estão baixos, e tem os pedrais e os blocos de areias. Para piorar a situação, a fumaça atrapalha a visualização e os navegadores estão com dificuldades para conduzir as embarcações. O rio Madeira continuar baixando, o nível tornará intransitável às balsas de grãos e as grandes embarcações. 

    A falta de chuva também está deixando o clima seco. Aliado ao grande volume de queimadas, o ar seco e a fumaça vem provocando doenças respiratórias principalmente em crianças e idosos. Mas o problema não fica só nesses dois grupos de pessoas. Além de dificuldades para respirar, tosses, irritações nos olhos e garganta, e outras seqüelas são percebidas em todo tipo de pessoas. As unidades hospitalares registram aumento de entradas de pessoas com esses tipos de problemas. Somente no Hospital Infantil Cosme e Damião falam em 20% a mais de atendimentos.

    A falta de chuva tem causado problemas, mas nem tudo parte daí. Inverno longo sempre ocorreu por aqui, mas dessa vez a falta de atuação contra derrubadas e queimadas tem agravado o problema. Isso só tem piorado o clima que está cada vez mais seco e enfumaçado. 



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