Porto Velho/RO, 04 Julho 2020 08:10:08

SolanoFerreira

coluna

Publicado: 04/07/2020 às 08h09min

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Efeitos da pandemia serão mais assombrados do que o previsto

O desespero dos prefeitos faz sentido. Até o final da pandemia os municípios terão acumulados perdas na arrecadação estimadas em R$ 74..

O desespero dos prefeitos faz sentido. Até o final da pandemia os municípios terão acumulados perdas na arrecadação estimadas em R$ 74 bilhões. Isso se houver logo um controle da pandemia e de seus efeitos na saúde e na economia. O alerta feito aos deputados e senadores pelo presidente da CNM (Confederação Nacional dos Municípios), Glaudemir Aroldi, abre discussão sobre os limites das decisões tomadas até o momento. Todos os números foram extrapolados para maior e o topo da curva da contaminação do novo coronavirus que estava prevista para final de abril e começo de maio, agora está previsto para final de setembro. 

Pelas estimativas da CNM, as perdas de R$ 74 bilhoes dos municipios virão das seguintes vazões: R$ 6 bilhoes de IPTU e ITBI, R$ 10 bilhões do ISS, R$ 16 bilhões de repasses do Fundeb, R$ 18 bilhões dos respasses do FPM e outros R$ 24 bilhões que deixarão de serem arrecadados do ICMS.

Os reflexos da politização da pandemia e o abuso dos exploradores de plantão tem causado muitas mortes de pessoas e falências de empresas. Ao final, o resultado das ganancias será um desastre muito maior do que o vírus poderia causar sozinhos. Estamos vivendo momentos nunca antes vividos com o descontrole total. Não existem políticas de preços para conter os ágios, não existem protocolos seguros e confiáveis, e as decisões políticas e econômicas tem favorecido a quem pode pressionar mais. 

No final disso tudo é provável que surgirão muitas ações indenizatórias de famílias que perderam seus entes queridos por negligências. Governantes, gestores e profissionais de saúde estarão na mira de ações que buscarão perdas irreparáveis. Também devem surgir muitas dores de cabeça para os gestores e governantes que estão pagando caro por produtos devido ao ágil, pressa e falta de controle interno nos mandatos. Quando acabar a pandemia e essa data ainda é incerta, os danos serão muito além de mortes e falências. O novo normal terá que reconstruir muitas coisas do zero. 


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sobre Solano Ferreira

Editor-Chefe do Diário da Amazônia. Comunicador Social e Marketing/ Mestre em Geografia. Atua na Gestão Estratégica e Gerenciamento de Crise.

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