Porto Velho/RO, 14 Agosto 2020 08:57:53

SolanoFerreira

coluna

Publicado: 14/08/2020 às 08h57min

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Governo quer cumprir reformas e teme debates

O governo Bolsonaro segue adiante com as propostas de reformas polêmicas, doa a quem doer, mas aparenta preocupação com o possível..

O governo Bolsonaro segue adiante com as propostas de reformas polêmicas, doa a quem doer, mas aparenta preocupação com o possível desgaste. A reforma tributária, mesmo dividida em blocos, já acirrou o debate e ampliou o receio até nas camadas mais baixas da sociedade. Novos tributos e a dúvida de quem pagará a conta tem preocupado muita gente nesse país. A próxima reforma será a administrativa e já vem causando temor antes de ser anunciada.

Nesta semana, um dos interlocutores foi o vice=presidente da República, general Hamilton Mourão, que disse que a proposta já está pronta. Sem adiantar detalhes, a notícia já teve repercussão e segmentos trabalhistas já ficaram em alerta com possível flexibilização de direitos trabalhistas. O governo também deverá fazer severos ajustes nos direitos de servidores públicos para amenizar o peso da gestão em todas as esferas de governos.

Para completar esse temor de reformas, a equipe econômica do governo anunciou que estuda uma nova forma de remuneração, com pagamento salarial por hora trabalhada na iniciativa privada. A nova modalidade surge como promessa de ampliar o mercado de trabalho num período em que o país calcula quase 9 milhões de desempregados no período de pandemia. Esse modelo já existe em alguns países promovendo maior agilidade nas contratações de serviços e menor oneração nas folhas de pagamentos.

A vontade de agilizar as reformas é grande, até por que, com o passar do tempo as configurações políticas do país tendem a alterar. Ainda neste ano teremos as eleições municipais que devem ser influenciadas pela pandemia do novo coronavirus, e ainda terão os efeitos das reformas para pesar na balança dos votos. A partir do próximo ano, essas provocações politicas devem ampliar visando o pleito de 2022. Então, o quando antes o governo conseguir avançar, mais tempo terá para se recompor. Mesmo assim teme pelo desgaste que virá à medida que as fatias do queijo sejam retiradas de cada boca.


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sobre Solano Ferreira

Editor-Chefe do Diário da Amazônia. Comunicador Social e Marketing/ Mestre em Geografia. Atua na Gestão Estratégica e Gerenciamento de Crise.

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