Porto Velho/RO, 23 Maio 2020 14:47:32

Solano Ferreira

coluna

Publicado: 21/05/2020 às 06h11min | Atualizado 22/05/2020 às 09h42min

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Intervenção em Guajará serve de alerta

Assembleia Legislativa aprovou por unanimidade e agora caberá ao estado tomar o controle da unidade de saúde municipal.

A aprovação da intervenção na saúde municipal de Guajará-Mirim mostra que é preciso total controle dos recursos públicos destinados para combater o novo coronavirus. A Assembleia Legislativa aprovou por unanimidade e agora caberá ao estado tomar o controle da unidade de saúde municipal. A população está apavorada com o alto índice de contágio e de mortes pela Covid-19. O município chegou à vergonhosa marca de 50% de letalidade, sendo a maior margem mundial.

E não foi apenas a população que se desesperou. Os servidores públicos que atuam na unidade de saúde tiveram que recorrer às mídias sociais para denunciar a falta de equipamentos de proteção individuais, falta de ambulâncias, e falta de insumos básicos utilizados como protocolo nos tratamentos. Um verdadeiro descaso que a gestão municipal tentou desconsiderar como se o problema não existisse.

Os deputados agiram com rigor e fizeram aquilo que os vereadores do município de Guajará-Mirim deveriam ter feito. Na Câmara Municipal não houve eco ao desespero da população. As mortes acumulavam a cada dia e nenhuma providência do legislativo municipal em favor do povo. Foi preciso que o parlamento estadual sentisse as dores e tomasse a necessária providencia.

A contra resposta da gestão municipal foi fazer queixa à polícia contra as pessoas que, desesperadamente, buscaram o socorro pelas redes sociais. Se a população e servidores públicos tomaram a iniciativa de pedir socorro, inclusive pessoas chorando nas mídias sociais, foi porque não encontraram outros meios de proteção à saúde coletiva. Agora é esperar que a intervenção seja imediata, a tempo de evitar muito mais mortes. Que outros gestores públicos fiquem atentos com o que pode vir por aí, diante de tanto dinheiro enviado para evitar as mortes que não param de crescer.


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